Fnomceo: tornar os cuidados paliativos e a terapia da dor acessíveis em todo o país é prioridade

FNOMCEO pede que Lei 38/2010 garanta acesso uniforme a cuidados paliativos e terapia da dor; prioridade nacional na 25ª Jornada do Alívio.

Fnomceo: tornar os cuidados paliativos e a terapia da dor acessíveis em todo o país é prioridade

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Fnomceo: tornar os cuidados paliativos e a terapia da dor acessíveis em todo o país é prioridade

ROMA, 28 de maio de 2026 — Por Alessandro Vittorio Romano

A Lei 38/2010 representou, sem dúvida, uma colheita civilizacional: reconheceu o direito do cidadão ao acesso aos cuidados paliativos e à terapia da dor. Passaram-se dezesseis anos desde sua aprovação, e ainda hoje emergem fendas no território que impedem que esse direito floresça de maneira uniforme. É esse o alerta lançado pelo presidente da FNOMCEO, a Federação Nacional dos Ordens dos Médicos Cirurgiões e dos Dentistas, Filippo Anelli, que pede transformar a plena aplicação da lei em prioridade nacional.

Na voz de quem observa as rotinas da saúde como a respiração de uma cidade, Anelli lembra que as desigualdades territoriais não são números frios: são pessoas — especialmente as mais frágeis — que enfrentam o sofrimento sem o apoio adequado. A garantia legal só se completa quando o acesso é equitativo, imediato e presente em cada canto do país, do centro urbano ao vilarejo mais remanso.

A chamada vem nos dias que antecedem a 25ª Giornata nazionale del sollievo, a Jornada Nacional do Alívio, marcada para domingo, 31 de maio de 2026. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Saúde, pela Conferência das Regiões e das Províncias Autônomas e pela Fundação Nacional 'Gigi Ghirotti', escolheu para este ano o lema "Io mi prendo cura" — um convite íntimo e coletivo a cuidar. Essa frase traduz a ideia de que cuidar é um gesto contínuo: é não deixar sozinho quem sofre, é permanecer ao lado, com presença e competência.

Como um jardineiro que acompanha a estação, a sociedade e as instituições são chamadas a regar as raízes do bem-estar: formação adequada, rede territorial organizada, instrumentos de acompanhamento e um plano que reduza as lacunas regionais. A FNOMCEO sublinha que tratar a dor e oferecer cuidados paliativos não é apenas prática clínica — é um compromisso ético que dignifica o final do caminho e alivia a jornada dos que ficam.

No tom sensível que exige o tema, é importante lembrar que a extensão dos serviços também favorece a comunidade em sua respiração cotidiana. Quando a dor é reconhecida e tratada, quando o cuidado chega com humanidade, a qualidade de vida recupera sua textura — as pequenas alegrias reaparecem, as famílias encontram suporte e a cidade retoma um compasso menos áspero.

Transformar a lei em ação significa trabalhar com mapas reais das necessidades, incentivar projetos locais de integração e garantir recursos sustentáveis. É preciso que o consenso institucional se converta em serviços concretos, oferecendo a quem sofre não apenas tratamento, mas companhia e dignidade.

Enquanto nos aproximamos da Jornada do Alívio, a voz de Anelli ecoa como um chamado ao cuidado cotidiano: que a promessa da Lei 38/2010 deixe de ser uma intenção bem escrita e se torne a experiência palpável de cada cidadão italiano, em cada estação e em cada horizonte.

Alessandro Vittorio Romano — observador atento do diálogo entre clima, cidade e bem-estar.