IA na saúde: Chiriatti (Lenovo) ressalta a importância da avaliação humana e aponta uso crescente de telepresença e robôs humanoides
Chiriatti (Lenovo) ressalta que a avaliação humana é essencial na IA aplicada à saúde; telepresença e robôs humanoides crescem como apoio aos idosos.
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IA na saúde: Chiriatti (Lenovo) ressalta a importância da avaliação humana e aponta uso crescente de telepresença e robôs humanoides
Por Alessandro Vittorio Romano — Em um painel realizado em Roma durante o convegno 'Espresso Italia Q&A - Salute, prevenzione e risorse: le sfide', Massimo Chiriatti, Chief Technology & Innovation Officer Italy da Lenovo, trouxe uma reflexão clara e sensível sobre o papel da inteligência artificial na rotina do cuidado: a tecnologia pode ser um auxílio poderoso, mas exige sempre a avaliação humana para orientar decisões.
Chiriatti sintetiza a inteligência artificial como composta por três pilares: os dados, a capacidade computacional (parte que empresas como a Lenovo fornecem) e os algoritmos que ensinam as máquinas a analisar. "Nossa função é ajudar empresas e administrações a transformar esses dados em previsões úteis", disse o executivo, lembrando que, na prática, em setores como a saúde a tecnologia pode otimizar processos e ampliar serviços, por exemplo por meio da telepresença.
Com a linguagem de quem observa a cidade respirar e os ritmos cotidianos se ajustarem às estações, explico: a telepresença é como estender um corredor luminoso entre paciente e profissional, reduzindo distâncias sem substituir o calor humano. Chiriatti afirma que a IA não é utilizada em todo cenário — ela é apropriada quando faltam regras determinísticas e precisamos que os dados revelem correlações que sugerem caminhos de ação. Por isso a avaliação humana é imprescindível: o resultado de modelos é probabilístico, uma hipótese que exige interpretação humana antes de virar decisão clínica.
O executivo destacou que universidades e hospitais já aplicam essas tecnologias — sempre com atenção à proteção e aos direitos sobre os dados dos pacientes — para formular previsões de tratamento e gestão. Nessa paisagem demográfica que envelhece, observou Chiriatti, cresce a produção de robôs humanoides, agora mais presentes não apenas nas linhas industriais, mas nas casas, para apoiar e acompanhar idosos. Há um impacto empático a ser entendido: o robô pode ajudar nas tarefas e na companhia, mas sua presença pede cuidado ético e social.
Como em uma colheita de hábitos que precisa ser bem regada, a inovação tecnológica gera benefícios reais quando é acompanhada por formação e investimento. Chiriatti encerrou com uma advertência serena: é crucial governar a tecnologia de maneira compartilhada, para que ela não vire instrumento de concentração de poder. A proposta é clara — cultivar uma integração entre máquinas e humanos, em que a IA ofereça previsões e agilidade, e o olhar humano selecione, valide e humanize as escolhas.
Para quem vive a Itália como experiência sensorial e prática, a mensagem é um convite: acolher a tecnologia como ferramenta que amplia o cuidado, sem abdicar da sensibilidade humana. Assim, como na transição das estações, a inovação deve ser guiada por ritmo, atenção e respeito às raízes do bem-estar.