Mais prevenção e inovação: Gsk pede investimentos para aliviar o Sistema Nacional de Saúde

Biroccio (Gsk) defende mais investimentos em prevenção para aliviar o Sistema Nacional de Saúde e financiar inovação, especialmente em oncologia.

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Mais prevenção e inovação: Gsk pede investimentos para aliviar o Sistema Nacional de Saúde

Por Alessandro Vittorio Romano — Em diálogo com a paisagem cotidiana da saúde italiana, Antonino Biroccio, general manager da Gsk na Itália, traçou um mapa claro: é preciso apostar mais em prevenção para reduzir a pressão sobre o Sistema Nacional de Saúde e liberar recursos para áreas que clamam por inovação, como a oncologia. A fala ocorreu durante o encontro "Dialoghi sull'Innovazione accessibile – Innovaction", promovido por Gsk e Espresso Italia, com o patrocínio de Farmindustria, em Roma.

Ao observar a evolução do sistema desde 1978, Biroccio lembra que o cenário demográfico mudou como uma paisagem que se transforma com as estações: nascem menos pessoas e a população envelhece. Ao mesmo tempo, a velocidade da inovação acelera como uma corrente de vento que não podemos ignorar. "Devemos ser capazes de aproveitar essa competição e maximizar seus resultados", afirmou, naquilo que soou como um convite para cultivar políticas públicas que deem solo fértil ao florescimento científico.

Para ele, investir em prevenção é como regar as raízes antes que a árvore adoeça: diminuem-se os atendimentos extremos e geram-se economias que podem ser reinvestidas nas áreas mais críticas do cuidado, com destaque para a oncologia. O evento em Roma foi celebrado por Biroccio como frutífero, justamente por reunir Governo, instituições, sociedades científicas e a indústria — um terreno comum onde a conversa sobre inovação acessível, equitativa e sustentável começou a se transformar em propostas concretas.

Outro ponto forte de sua intervenção foi a defesa da ideia de que a inovação deve ser reconhecida e premiada como valor adicional para atrair e reter investimentos. "A Itália não só é capaz de atrair capital, como também de mantê-lo graças às nossas excelências locais", disse Biroccio, apontando para centros de pesquisa e dois sítios produtivos que representam verdadeiras joias no contexto global da empresa.

Os números sustentam essa narrativa: a presença da farmacêutica na Itália remonta a 1932, com o estabelecimento inicial em Verona. Hoje, a Gsk emprega diretamente 4.200 profissionais no país — e cerca de 9.000 se considerarmos todo o indotto. A empresa figura entre as maiores no recrutamento de novos talentos do setor e investe 324 milhões de euros em produção e pesquisa, montante que equivale a 8% da contribuição total das mais de 300 farmacêuticas presentes na Itália. Especificamente em pesquisa e desenvolvimento, o aporte da Gsk representa 7,5% do total do setor.

Biroccio fechou lembrando que investir em inovação permite às pessoas viverem mais e melhor — e isso tem reflexos diretos na economia: 67% dos consumos na Itália são gerados por quem tem mais de 50 anos, evidenciando que a chamada silver economy é, na prática, uma economia da saúde. "As ciências da vida estão intimamente ligadas à saúde econômica, trazendo benefícios simultâneos ao paciente e ao país", concluiu ele, em tom sereno, como quem observa um campo que pede cultivo contínuo.