ISS: cai consumo de cigarros tradicionais, mas sobem e‑cigarettes, tabaco aquecido e outras formas de nicotina

ISS: queda do cigarro tradicional, mas aumento do uso de e‑cigarros, tabaco aquecido e pouches entre jovens; policonsumo em alta.

ISS: cai consumo de cigarros tradicionais, mas sobem e‑cigarettes, tabaco aquecido e outras formas de nicotina

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

ISS: cai consumo de cigarros tradicionais, mas sobem e‑cigarettes, tabaco aquecido e outras formas de nicotina

Por Alessandro Vittorio Romano – Em meio ao compasso das estações, o panorama do consumo de tabaco na Itália revela uma transformação silenciosa: o uso de cigarro tradicional continua a diminuir, mas o consumo total de produtos com nicotina permanece praticamente estável, impulsionado pela difusão de cigarro eletrônico e de produtos de tabaco aquecido. Os dados são do sistema de vigilância Passi e do Centro nazionale dipendenze e doping do ISS (Istituto Superiore di Sanità), apresentados próximo ao Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio.

Se pensarmos no hábito como uma plantação que muda de cultivo, vemos uma colheita menos de folhas secas queimadas e mais de sistemas que liberam nicotina sem combustão. Essa transição interessa de modo particular as mulheres, mas atinge com força os jovens adultos e adolescentes. Segundo as pesquisas, são mais de 850 mil estudantes entre 14 e 17 anos — ou 37,1% desse grupo — e aproximadamente 93 mil adolescentes entre 11 e 13 anos (5,9%) que utilizaram, no último mês, algum produto contendo tabaco ou nicotina.

O produto mais usado entre os jovens é o cigarro eletrônico: citam o uso 5,2% dos 11–13 anos e 30,8% dos 14–17 anos. Em ambas as faixas etárias, o consumo é mais elevado entre as meninas, uma folha que floresce em terreno sensível. A preocupação aumenta ao observar o crescimento do uso diário entre os mais jovens, e o fenômeno do policonsumo — quando se combinam várias tipologias de produto, como e‑cigarettes, tabaco aquecido e outros dispositivos.

Além disso, as investigações registram uma crescente experimentação de soluções sem fumaça, como as bustine de nicotina (pouches), que se somam ao repertório de consumo. Essa diversificação compõe um mosaico complexo: enquanto a chama visível do cigarro tradicional diminui, a presença da nicotina permanece, às vezes mais difícil de enxergar, como a bruma matinal numa vila costeira.

Do ponto de vista da saúde pública, os dados do ISS e do sistema Passi acendem um sinal de atenção. A mudança nos dispositivos e nas formas de consumo não significa ausência de risco — significa um campo de atuação diferente para prevenção, informações claras e políticas voltadas aos mais jovens. É preciso acompanhar essa migração dos hábitos com sensibilidade: entender que as raízes do bem‑estar se entrelaçam com a informação, com o contexto social e com as práticas cotidianas.

Enquanto o país observa o declínio das tradicionais faíscas do tabaco, surge a necessidade de cultivar estratégias que alcancem o «tempo interno» do corpo jovem, oferecendo alternativas saudáveis e proteção contra a dependência. O Dia Mundial sem Tabaco oferece um momento para refletir sobre essa paisagem em transformação e semear ações que favoreçam a respiração coletiva das nossas cidades.