Malária na Itália: 700–800 casos por ano, todos importados — como se proteger

Na Itália há 700–800 casos de malária/ano, todos importados. Saiba como prevenir-se antes, durante e após viagens a áreas endêmicas.

Malária na Itália: 700–800 casos por ano, todos importados — como se proteger

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Malária na Itália: 700–800 casos por ano, todos importados — como se proteger

Segundo nota divulgada pelo Istituto Superiore di Sanità (ISS), a malária continua a aparecer na Itália na ordem de 700 a 800 casos por ano, todos eles importados do exterior. Embora a Itália tenha sido declarada livre da malária desde 1970, a doença permanece ativa em amplas áreas tropicais e subtropicais do planeta — e traz na bagagem o risco para quem retorna de viagens a esses territórios.

O mapa global da doença lembra uma grande estação: há regiões em plena safra de casos, sobretudo na África, onde a malária é altamente endêmica e concentra a maioria das infecções e óbitos. Estão também em risco áreas do Sudeste Asiático, partes do Oriente Médio e da Ásia Central, alguns países do Pacífico Ocidental e regiões da América Central e do Sul.

Para quem planeja atravessar esses horizontes, o ISS recomenda atenção e medidas preventivas calibradas ao nível de risco do destino. Entre as intervenções, a quimioprofilaxia — o uso de medicamentos preventivos — é indicada com maior ênfase para viajantes que se dirigem a áreas endêmicas. A escolha do medicamento deve considerar o destino específico, o tipo de viagem e a duração da estadia.

Há ainda grupos que merecem cuidado adicional: crianças menores de cinco anos e mulheres grávidas, quando expostas em áreas endêmicas, são considerados de maior vulnerabilidade. Para essas categorias, o ISS reforça a recomendação de tratamentos preventivos conforme protocolos internacionais.

Além dos fármacos, a prevenção incorpora medidas práticas e sensoriais que conversam com o ritmo do corpo e do ambiente: usar repelentes adequados, proteger-se com mosquiteiros impregnados e roupas que cubram braços e pernas ao entardecer, e evitar locais com água parada — onde a respiração tranquila das marismas alimenta o ciclo dos mosquitos. Estes gestos simples criam uma espécie de “trilha de proteção” entre o viajante e a paisagem que visita.

O ISS lembra também que qualquer febre após retorno de viagem para áreas em que a malária é endêmica exige avaliação médica imediata. O diagnóstico precoce é fundamental: testes rápidos e exames laboratoriais permitem iniciar o tratamento adequado e reduzir riscos de complicações.

Em resumo, embora a presença da malária na Itália seja atualmente limitada a casos trazidos de fora, a atenção do viajante faz toda a diferença. Planejar a viagem com sensibilidade — consultando um serviço de saúde para orientações personalizadas, levando em conta a “estações” do corpo e os ritmos locais — é cultivar a própria segurança como quem prepara a colheita: com cuidado, tempo e respeito pelo ciclo da natureza.

Alessandro Vittorio Romano — para Espresso Italia