Melanoma: terceiro câncer mais comum entre menores de 50 — especialistas indicam 3 passos essenciais

Melanoma cresce entre jovens: especialistas indicam 3 passos — roupas protetoras, uso correto do filtro e limitar exposição ao sol.

Melanoma: terceiro câncer mais comum entre menores de 50 — especialistas indicam 3 passos essenciais

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Melanoma: terceiro câncer mais comum entre menores de 50 — especialistas indicam 3 passos essenciais

Com a chegada do bom tempo e as primeiras idas ao sol, reaparece a urgência de cuidar da pele: o melanoma entra em destaque como um risco crescente, sobretudo entre os mais jovens. Segundo especialistas, afastar-se dos danos solares exige mais do que uma aplicação apressada de filtro — trata-se de seguir uma estratégia simples em três movimentos coordenados.

Giovanni Pellacani, presidente da Sidemast (Società italiana di dermatologia e malattie sessualmente trasmesse), sintetiza essa abordagem: a primeira regra é cobrir-se. Roupas leves, mas protetoras — calças compridas, camisas de mangas longas feitas de tecidos frescos, chapéus de aba larga e óculos escuros — reduzem de maneira significativa a exposição aos raios UV, mesmo na cidade. Menos pele à mostra é como colocar uma cerca viva ao redor da saúde cutânea, diminuindo o acúmulo de dano ao longo do tempo.

A segunda mossa é o uso correto do creme solar. Aplicá-lo nas áreas mais expostas — rosto, dorso das mãos e decote — é essencial mesmo quando se está vestido ou em ambiente urbano. No mar, a proteção previne não só o risco de tumores cutâneos, mas também o envelhecimento precoce da pele. No entanto, estudos internacionais publicados em Cancer Research, Cancer e Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention mostraram que os filtros, por si só, não bastam para anular o perigo.

A terceira orientação é limitar o tempo ao sol. Como explica Pellacani, o protetor não é um escudo absoluto: em condições de forte irradiação — na praia ou em um barco — a exposição deve ser reduzida e adaptada ao fototipo. Quem tem pele clara deve privilegiar as primeiras horas da manhã e o final da tarde; peles mais escuras toleram um pouco mais, mas ninguém deve permanecer sob o sol por oito horas seguidas, mesmo com filtro. É a qualidade e a dose da exposição que mais pesam: o padrão e a intensidade da luz ultravioleta são os principais fatores de risco para tumores cutâneos, incluindo o melanoma.

A Fondazione Melanoma lançou a campanha "Vestiti di Prevenzione" para desconstruir mitos sobre a exposição solar e promover o vestuário como o primeiro dispositivo real de proteção individual — sem esquecer cremes e filtros de alto fator. O alerta chega em um momento crítico: o melanoma é o tumor cutâneo mais agressivo e os casos na Itália mais que dobraram em 20 anos, passando de 6.000 em 2004 para cerca de 15.000 por ano. Paolo Ascierto, presidente da Fondazione Melanoma Onlus e professor de Oncologia na Universidade Federico II de Nápoles, lembra que, embora o envelhecimento populacional colabore, quase 9 em cada 10 casos estão ligados à exposição excessiva aos raios UV. Mesmo uma queimadura solar grave a cada dois anos pode multiplicar por três o risco de desenvolver melanoma.

Enquanto o sol aquece a paisagem e desperta hábitos ao ar livre, a proteção é uma colheita de pequenos gestos: vestir-se de prevenção, aplicar o filtro com consciência e respeitar o tempo do próprio corpo diante da luz. São medidas simples, quase rituais, que preservam a pele e mantêm o verão como um tempo de bem-estar, não de risco.

Alessandro Vittorio Romano para Espresso Italia