Meningite: risco de surtos na Itália e apelo para incluir a vacina MenB nos LEA para adolescentes

Especialista alerta para risco de surtos de meningite na Itália e pede inclusão da vacina MenB nos LEA para adolescentes, garantindo proteção uniforme.

Meningite: risco de surtos na Itália e apelo para incluir a vacina MenB nos LEA para adolescentes

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Meningite: risco de surtos na Itália e apelo para incluir a vacina MenB nos LEA para adolescentes

Paolo Bonanni, professor de Higiene da Universidade de Florença e coordenador científico do Calendário vacinal per la vita, acende um alerta sensível sobre a saúde coletiva: um surto de meningite como o registrado no Reino Unido não pode ser descartado na Itália. Em conversa com a redação, Bonanni reforça a urgência de atualizar a política vacinal nacional para garantir proteção uniforme aos jovens.

O foco observado no condado do Kent — com cerca de 34 casos confirmados ou prováveis e dois óbitos até 20 de março, e o tipo meningococco B detectado em um primeiro conjunto de infecções — lembra que as doenças infecciosas se comportam como ventos sazonais: mudam de direção e podem alcançar regiões antes poupadas.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Segundo Bonanni, na Itália registram-se em média cerca de 150 casos de meningite por ano, número que caiu drasticamente durante a pandemia e voltou a subir após seu fim. Essa cifra, porém, pode subestimar a realidade, pois algumas formas clínicas são atípicas e não chegam a ser diagnosticadas. Mesmo com sistemas de vigilância rotineiros e específicos para o meningococo, há limites na quantificação exata de todos os episódios.

A doença afeta sobretudo crianças menores de cinco anos, mas também atinge de modo relevante os adolescentes, que não apenas estão mais expostos como atuam como importantes transmissores do bactéria. Entre os sorogrupos principais — A, C, W, Y e B — existe vacina quadrivalente contra A, C, W e Y, administrada a partir do segundo ano de vida com reforço entre 12 e 16 anos. O quadro é diferente para o meningococco B, hoje entre os mais difundidos: há um vacina eficaz, aplicada nos primeiros meses de vida (aos 2 e 4 meses, com reforço no primeiro ano), mas a cobertura é desigual no território nacional.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

O ponto crítico, observa Bonanni, é que a vacina MenB não está incluída nos LEA para a fase adolescente. A oferta varia por região: atualmente a vacinação gratuita para jovens é garantida em 14 de 21 Regiões; em regiões como Toscana, Piemonte, Valle d'Aosta, Umbria, Abruzzo e parte da Sardenha não há previsão; no Friuli Venezia Giulia e na província autônoma de Bolzano a vacina é oferecida apenas mediante solicitação, e outras regiões a financiam com recursos próprios.

Esse mosaico de ofertas regionais traduz desigualdade na proteção de quem está na idade em que a comunidade respira com mais facilidade e risco simultaneamente. Como um jardineiro que prepara o terreno antes da próxima estação, Bonanni pede que o inserimento do MenB nos LEA para adolescentes deixe de ser adiado. A proposta é desenhada para garantir uma colheita de hábitos protetores, evitando que surtos localizados cresçam como sementes ao vento.

Em tom de chamado prático e atento à vida cotidiana, conclui-se que não basta ter vacinas eficazes; é preciso que a política as torne acessíveis de forma homogênea. Proteger nossos jovens é, afinal, cuidar do tempo interno do corpo coletivo e da respiração da cidade que todos dividimos.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘