Mortalidade por câncer de mama cai 6% em 5 anos; Udine sedia primeira Consensus italiana

Queda de 6% na mortalidade do câncer de mama em 5 anos. Udine recebe a primeira Consensus italiana para atualizar práticas e tratamentos.

Mortalidade por câncer de mama cai 6% em 5 anos; Udine sedia primeira Consensus italiana

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Mortalidade por câncer de mama cai 6% em 5 anos; Udine sedia primeira Consensus italiana

Por Alessandro Vittorio Romano — A boa notícia abre espaço como uma brisa depois de uma longa noite: em Itália, a mortalidade por câncer de mama, a neoplasia mais frequente entre as mulheres, diminuiu cerca de 6% nos últimos cinco anos. Esse recuo, fruto da difusão dos programas de diagnóstico precoce e dos contínuos avanços terapêuticos, é também o pano de fundo da 23ª edição do encontro nacional Focus sul carcinoma mammario, que se inicia amanhã, 19 de fevereiro, em Udine.

A edição 2026 traz uma novidade de peso: na segunda jornada do congresso acontecerá a primeira Consensus Conference nacional dedicada ao câncer de mama, um momento destinado a alinhar práticas e recomendações entre especialistas de diferentes áreas. Afinal, a cura e a qualidade de vida nascem, cada vez mais, das interseções entre saberes.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

“Todos os anos, na Itália, são diagnosticados mais de 53 mil novos casos de câncer de mama, cerca de 1.300 dos quais no Friuli Venezia Giulia”, explica o professor Fabio Puglisi, titular de Oncologia Médica na Universidade de Udine e diretor do Departamento de Oncologia Médica do IRCCS CRO de Aviano. “Os progressos recentes são encorajadores: a sobrevida a 5 anos ultrapassa os 88% no país e mantém níveis semelhantes na nossa região”.

Os dados mostram ainda que, quando a doença é identificada em fases iniciais, a sobrevida a cinco anos supera 95%. «São números que refletem a eficácia de percursos de cuidado cada vez mais integrados. Por isso é essencial fortalecer a colaboração entre os vários especialistas que acompanham a paciente», acrescenta Puglisi. É como cuidar de um pomar: não basta podar; é preciso água, fertilidade e tempo para que as árvores deem fruto.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Entre as inovações apresentadas no congresso, a professora Lucia Del Mastro, diretora da Clínica de Oncologia Médica do IRCCS Ospedale Policlinico San Martino e da Universidade de Gênova, destaca o papel consolidado dos inibidores Cdk4/6 em associação à terapia endócrina nos tumores em fase precoce. Esses medicamentos reduziram significativamente o risco de recidiva e trouxeram benefício em termos de sobrevida. Paralelamente, observa-se um refinamento crescente na identificação dos casos em que é possível evitar a quimioterapia após a cirurgia — um ganho de delicadeza terapêutica que traduz melhor qualidade de vida para muitas mulheres.

Os testes genômicos já fazem parte da prática clinica diária e ajudam a definir quem efetivamente precisa de tratamentos mais agressivos. Del Mastro chama atenção também para a gestão dos sintomas ligados à privação estrogênica — como as ondas de calor e a secura vaginal — que afetam a adesão às terapias e, sobretudo, a rotina íntima das pacientes.

No cenário metastático, Puglisi sublinha o aumento do uso dos conjugados fármaco-anticorpo (ADC), que ampliam as opções para prolongar a qualidade e a duração da vida, como se fossem novas rotas que desenham possibilidades onde antes havia apenas escassez.

Ao final, o encontro em Udine não é apenas uma conferência de dados e fármacos; é uma convocação para ouvir o tempo interno do corpo e redesenhar cuidados. A queda da mortalidade é sinal de uma colheita de hábitos e investimentos que começaram anos atrás — e que pedem continuidade, coordenação e sensibilidade para transformar ciência em presença humana.

Serviços La Via Italia — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘