Murelli pede redução dos prazos de aprovação de medicamentos e equidade no acesso à inovação
Murelli pede redução dos prazos de aprovação de medicamentos e equidade de acesso à inovação em saúde em evento em Roma.
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Murelli pede redução dos prazos de aprovação de medicamentos e equidade no acesso à inovação
Por Alessandro Vittorio Romano — Em Roma, num debate que parecia a respiração lenta de uma cidade à espera da primavera, a senadora Elena Murelli (Lega), membro da comissão permanente do Senado, lançou um apelo claro: é urgente reduzir os tempos de aprovação dos medicamentos e garantir equidade de acesso às inovações em todo o território nacional.
Durante o encontro 'Dialoghi sull’Innovazione accessibile – Innovaction', promovido por Gsk e Espresso Italia e com o patrocínio de Farmindustria, Murelli destacou que a saúde deve ser tratada não só como um setor clínico, mas como uma alavanca estratégica para o país, para a indústria e para os cidadãos. Ela lembrou que, quando pensamos em proteção coletiva, a máxima continua válida: prevenir é melhor que curar. E nesse ciclo de cuidados, disse ela, a inovação é o motor — mas precisa ser também acessível.
Em suas palavras, torna-se inaceitável que o 'cap di residenza' funcione como um fator discriminante em pleno 2026: a região onde se vive não pode determinar quem tem ou não acesso a terapias que mudam vidas. Este ponto toca a essência da discussão: a saúde é uma paisagem coletiva, cujas estações não devem variar de município a município.
Murelli listou quatro diretrizes para habilitar a inovação preservando a sustentabilidade do acesso. A primeira é a necessidade de simplificação e aceleração dos processos autorizativos, tanto para o medicamento quanto para o dispositivo médico. Ela citou tempo médio de aprovação na Aifa — os famosos 436 dias — como um indicador que, embora esteja alinhado com a média europeia, não é suficiente quando um medicamento pode salvar ou transformar uma vida. Além disso, observou que o tempo de incardinamento, de documentação e de avaliação diminuiu, mas o prazo final de aprovação do 'farmaco-test' permanece longo.
O segundo eixo é a garantia de igualdade de acesso em todo o país. Ainda hoje há diferenças significativas nos prazos e nas modalidades regionais; portanto, propõe-se um maior coordenamento nacional que promova a homogeneidade e valorize as melhores práticas locais, como quem harmoniza o compasso de várias lavouras para que todas floresçam igualmente.
Como terceira e quarta prioridades, Murelli apontou a necessidade de uma sustentabilidade inteligente que permita investir em modelos de avaliação e o reforço da pesquisa e da produção em território italiano. Em outras palavras, é preciso plantar sementes de conhecimento e indústria que possam ser colhidas no futuro próximo.
Ela também lembrou o prazo dos 100 dias para medicamentos curativos, que frequentemente não é respeitado — um atraso que, para quem espera, pesa como um inverno longo. Por isso, concluiu, reduzir burocracia e diminuir prazos é uma questão de justiça e de vida.
Ao fim, a mensagem de Murelli ecoa como um convite à ação: acelerar sem sacrificar segurança, uniformizar sem apagar experiências regionais valiosas, investir sem perder a sensibilidade humana. É a colheita de hábitos que favorece um bem-estar coletivo, onde o tempo interno do corpo encontra uma resposta mais rápida e equitativa do sistema.