Petição pede a Schillaci a divulgação dos dados reais sobre mortalidade vinculada a efeitos adversos da vacina Covid
Petição ao ministro Schillaci exige divulgação dos dados reais sobre mortalidade ligada a efeitos adversos da vacina Covid e maior transparência.
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Petição pede a Schillaci a divulgação dos dados reais sobre mortalidade vinculada a efeitos adversos da vacina Covid
Por Alessandro Vittorio Romano - 04 Agosto 2026
Uma petição dirigida ao ministro da Saúde, Orazio Schillaci, está chamando atenção para um pedido claro: a publicação dos dados considerados “reais” sobre a taxa de mortalidade atribuída a possíveis efeitos adversos da vacina Covid. Os idealizadores da iniciativa pedem transparência total e dados verificáveis, alegando que só assim será possível lançar luz sobre dúvidas que persistem desde os anos mais duros da pandemia.
O apelo, divulgado por grupos como a CitizenGo, sustenta que o governo possui os arquivos necessários para apurar o que de fato ocorreu. Segundo a petição, pesquisadores da Università di Firenze e outros estudos independentes tentam há anos acessar e cruzar registros para reconstruir um quadro confiável, mas encontram barreiras administrativas e dados com erros.
Na narrativa apresentada, em 2023 houve uma liberação parcial de informações do registro oficial de vacinação. Pareceu um avanço, mas logo se observou que os arquivos continham inconsistências graves. Para corrigir e validar os números, dizem os peticionários, seria preciso conectar esses registros a outros bancos de dados — por exemplo, usando códigos fiscais — um procedimento que envolve instituições como o ISTAT e outras agências estaduais.
Paralelamente, a petição também critica a nomeação do professor Bassetti como presidente de um grupo encarregado de definir critérios para editais públicos de pesquisa, pedindo a revogação por supostos conflitos de interesse, divulgação de informações consideradas por eles como não científicas e uma marcada “intolerância ao dissenso”.
O tom do documento é que se trata de uma questão de responsabilidade pública: "a verdade sobre quantos italianos morreram após as vacinas anti-COVID continua escondida atrás de números falsados", lê-se no texto, que pede ao ministro que utilize sua autoridade para abrir os arquivos e permitir investigações independentes respaldadas por advogados e universidades.
Esse movimento chega num momento em que a memória coletiva ainda respira os ritmos da crise: há um esforço para reconstituir fatos — como quem remenda um caderno antigo em que as folhas se perderam. Em paralelo, estreou em Milão o filme "Non è andato tutto bene", que reabre debates sobre o período do lockdown, do green pass e das pessoas que afirmam ter sofrido danos pós-vacinação.
Como observador atento da vida italiana, vejo essa demanda como uma colheita de inquietações da sociedade: transparência é solo fértil para a confiança, e a recusa em abrir dados é como deixar uma semente ao vento, sem cuidado. A respiração da cidade pede clareza, para que todos possam entender o que foi vivido e colher lições reais para o futuro.
Enquanto isso, a petição segue reunindo assinaturas e pressionando por respostas oficiais. O apelo central permanece simples e contundente: acesso completo aos dados, cruzamento com registros estatísticos e a possibilidade de escrutínio público e científico.