Queijos FRIP: tradição caseira reduz fósforo e cuida de quem tem problemas renais
Queijos FRIP reduzem fósforo assimilável; técnica do Policlinico di Milano preserva sabor e permite 30% menos sal. Ideais para insuficiência renal.
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Queijos FRIP: tradição caseira reduz fósforo e cuida de quem tem problemas renais
Queijos FRIP chegam como uma novidade que combina tradição e cuidado: produzidos com técnica que reduz o teor de fosforo assimilável, eles oferecem uma alternativa segura para quem precisa controlar este mineral sem abrir mão do sabor. A novidade nasceu no coração da medicina pediátrica e desembarca agora nas mesas italianas, respeitando perfis de gosto regionais e a antiga arte da queijaria.
O excesso de fosforo no sangue é uma preocupação séria para pessoas com insufficienza renale (insuficiência renal). Quando os rins não conseguem eliminá-lo, o mineral pode se acumular na circulação e depositar-se em vasos, acelerando a calcificação e favorecendo uma arteriosclerose precoce. Para esses pacientes, controlar a ingestão e a absorção de fosforo é tão importante quanto manter o sal e a pressão sob vigilância.
A ideia de produzir queijos com menor teor de fosfatos assimiláveis surgiu no Policlinico di Milano, mais precisamente no serviço de Nefrologia e Dialisi Pediatrica. O método foi idealizado pelo professor Gianluigi Ardissino, nefrologista pediátrico, que adaptou uma técnica já usada em lactentes: a adição de calcio carbonato ao leite. Esse composto liga-se aos fosfatos, faz com que precipitem em um sal insolúvel e, assim, evita a sua absorção pela mucosa intestinal.
Além de proteger quem precisa limitar o fósforo, a utilização do calcio carbonato traz vantagens sensoriais e de saúde. Não altera o gosto original do leite — um detalhe essencial para preservar as características dos queijos tradicionais — e confere uma leve sapidez, permitindo reduzir o sal em cerca de 30%. Por isso, os queijos FRIP são indicados também para quem tem ipertensione (hipertensão) ou para qualquer pessoa que busca opções mais equilibradas sem sacrificar o prazer do paladar.
A pesquisa seguiu normas rigorosas semelhantes às de novos medicamentos: testes iniciais em voluntários saudáveis, seguidos por estudos em pacientes voluntários. Com resultados positivos, a etapa seguinte foi envolver produtores dispostos a adotar o processo. A técnica FRIP é versátil e pode ser aplicada ao leite bovino, caprino, ovino e de búfala, ampliando a gama de queijos aptos a serem produzidos em diferentes regiões da Itália.
Hoje já existem mais de 30 variedades de queijos FRIP, fabricadas principalmente em caseifici locais para respeitar as identidades regionais. Os pontos de venda estão bem distribuídos no país; mais informações e a lista de locais podem ser consultadas no site www.myfrip.com.
Como observador atento do ritmo das estações e dos hábitos que nutrem o corpo, vejo nos queijos FRIP uma colheita de cuidados: a tradição que se reinventa para proteger o tempo interno do corpo, permitindo que quem convive com doenças renais — e todos nós, em uma vida de sabores mais conscientes — desfrute da paisagem gustativa italiana sem descuidar da saúde.