Schillaci anuncia 600 milhões de euros para contratações nas Case di comunità em dois anos

Schillaci anuncia 600 milhões € para contratações nas Case di comunità (2024-2025), com foco em médicos de família e medicina territorial.

Schillaci anuncia 600 milhões de euros para contratações nas Case di comunità em dois anos

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Schillaci anuncia 600 milhões de euros para contratações nas Case di comunità em dois anos

Roma, 02 de abril de 2026 – Por Alessandro Vittorio Romano, Espresso Italia

O ministro da Saúde, Orazio Schillaci, afirmou hoje no Forum ANSA que o Governo destinou um total de 600 milhões de euros para as contratações nas Case di comunità ao longo de dois anos. Segundo Schillaci, o orçamento já definido nas leis de balanço prevê 250 milhões para 2024 e 350 milhões para 2025, um impulso financeiro que tem por objetivo não só erguer infraestruturas mas sobretudo garantir serviços de proximidade.

“Nas Case di comunità queremos que os médicos de medicina geral trabalhem lado a lado com especialistas. Eles devem ser o núcleo da medicina de proximidade para oferecer serviços aos cidadãos e evitar a sobrecarga dos hospitais”, declarou o ministro, lembrando que onde a legislação funciona as listas de espera tendem a diminuir, embora persista um claro divisor regional.

Há aqui uma imagem que gosto de trazer: a cidade respira melhor quando a sua rede de cuidados está enraizada no território, como uma árvore cujas raízes ajudam a distribuição da seiva. A medicina territorial, nas palavras de Schillaci, é a novidade estrutural do Serviço Sanitário Nacional; uma oportunidade para transformar o PNRR numa colheita de hábitos que aproximem cuidados e cidadãos.

O ministro sublinhou ainda a necessidade da colaboração com as Regiões, apontando que existem realidades mais avançadas e outras em atraso. Este trabalho conjunto é visto como essencial para reduzir as diferenças de acesso e qualidade entre territórios: é preciso que a lei, os recursos e a cultura do cuidado caminhem juntos, como estações que se sucedem e nutrem a paisagem social.

Na prática, o investimento permitirá recrutar pessoal que toque diretamente o cotidiano das comunidades: enfermeiros, assistentes e profissionais que operem nas Case di comunità para oferecer consultas, seguimento crónico, prevenções e encaminhamentos, preservando o papel central dos médicos de medicina geral na continuidade do cuidado.

Do ponto de vista simbólico e humano, trata-se de devolver ao território a respiração tranquila de quem encontra resposta próxima às suas necessidades. Em termos práticos, é uma tentativa de descongestionar hospitais e reduzir esperas, tornando a rede de saúde mais resiliente e próxima das pessoas.

Schillaci lembrou que o PNRR é uma ocasião única para colmatar essas lacunas, mas que o sucesso depende tanto dos recursos como da execução local: onde as regras e estruturas funcionam, as filas diminuem; onde faltam coordenação e investimento, o divórcio entre promessa e prática permanece.

Esta decisão financeira — 250 milhões em 2024 e 350 milhões em 2025 — deixa claro o caminho escolhido: cultivar a medicina territorial como uma estação de serviços que nutre a saúde pública, respeitando as raízes comunitárias e a experiência dos profissionais que melhor conhecem os cidadãos.