Torino renova salas cirúrgicas do Centro de transplante de fígado nas Molinette
Centro de transplante de fígado das Molinette, em Torino, ganha salas cirúrgicas com sistema Tegris e integração tecnológica para pesquisa e ensino.
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Torino renova salas cirúrgicas do Centro de transplante de fígado nas Molinette
Em Torino, concluiu-se a modernização tecnológica das salas cirúrgicas do Centro de transplante de fígado do hospital Molinette, que faz parte da Città della Salute e della Scienza. A direção do centro é do professor Renato Romagnoli e o projeto, avaliado em 230.000 euros, foi financiado pela Fondazione Compagnia di San Paolo após solicitação e empenho da AITF - Associazione Italiana Trapiantati di Fegato, presidida por Marco Borgogno.
O investimento permitiu a instalação do sistema Tegris, uma plataforma all-in-one que integra captação, transmissão e armazenamento de imagens cirúrgicas em tempo real. Com ele, as equipes podem visualizar procedimentos em múltiplos monitores distribuídos na sala, registrar operações, realizar streaming e conectar fluxos de vídeo aos sistemas de laboratório e radiologia do hospital, além de integrar colunas endoscópicas e equipamentos de cirurgia minimamente invasiva.
Para quem acompanha de perto o pulso do cuidado — como eu, que observo a respiração das cidades e a maneira como o cotidiano molda a saúde — essa atualização é mais que tecnologia: é uma poda que favorece o crescimento. O novo equipamento abre caminhos para fortalecer a pesquisa, aperfeiçoar as estratégias cirúrgicas e enriquecer a didática, permitindo que profissionais e observadores acompanhem com nitidez os momentos críticos do transplante.
Segundo a equipe do centro, a capacidade de transmitir imagens 'live' e arquivar os dados significa um avanço nos protocolos de ensino e na colaboração entre equipes, tanto internamente quanto com centros parceiros. A integração com os sistemas informáticos hospitalares favorece a continuidade do cuidado, ligando visualizações cirúrgicas a laudos, imagens de radiologia e resultados laboratoriais, como raízes que alimentam uma única árvore de decisões clínicas.
Do ponto de vista humano, a melhoria das salas operatorias tem impacto direto na experiência de quem opera e de quem observa: menor fricção técnica, maior precisão visual e mais possibilidades de educação em tempo real. Para os transplantados e suas famílias, representa também um passo de cuidado consolidado, fruto do encontro entre filantropia, representação dos pacientes e compromisso institucional.
O aporte da Fondazione Compagnia di San Paolo e a mobilização da AITF mostram como a colaboração entre sociedade civil e instituições de saúde pode transformar o ambiente onde se decide a vida. Em tempos em que a paisagem hospitalar se adapta como uma estação que muda, essa pequena colheita de recursos e atenção reverbera para além das paredes do centro: alimenta um ciclo de aprendizado, segurança e inovação.
O Centro de transplante de fígado das Molinette dá assim mais um passo na direção de uma cirurgia mais conectada e formativa, com ferramentas que traduzem o gesto técnico em conhecimento compartilhado — como a cidade que respira melhor quando suas ruas são iluminadas e cuidadas.