West Nile: Sardenha registra 14 casos em Oristano; ISS aponta 226 infecções e 7 óbitos até 12/08
Sardenha: 14 casos de West Nile em Oristano; ISS registra 226 infecções e 7 mortes até 12/08. Medidas de prevenção e disinfestação em curso.
RESUMO ✦
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West Nile: Sardenha registra 14 casos em Oristano; ISS aponta 226 infecções e 7 óbitos até 12/08
Na respiração lenta da ilha, onde o verão desenha sombras longas entre oliveiras e ruas de pedra, a notícia voltou a mexer com a rotina: subiram para quatorze os casos de contágio pelo Vírus da Febre do Nilo na província de Oristano, na Sardenha. Dois pacientes — um com mais de 50 anos e outro com mais de 80 — permanecem em observação no hospital San Martino de Oristano.
Imediatamente, o dipartimento di Prevenzione da Asl 5 de Oristano iniciou a investigação epidemiológica e as ações de profilaxia previstas, que incluem a disinfestação das áreas de residência das pessoas infectadas. É como plantar uma cerca protetora à volta da casa: gesto prático e necessário para conter a circulação do vetor.
O histórico dos casos locais lembra uma colheita irregular do tempo: o primeiro episódio foi registrado em maio, envolvendo um paciente com mais de 60 anos; o segundo atingiu uma pessoa com mais de 90 anos, que infelizmente veio a falecer após desenvolver a doença. Outros casos variaram entre idades na faixa dos 50 aos mais de 80 anos — alguns receberam alta e voltaram para casa, enquanto outros seguem hospitalizados no San Martino.
A diretora do departamento de Prevenzione, Maria Valentina Marras, reforça o chamado à atenção: "Convidamos novamente as cidadãs e os cidadãos, especialmente os grupos mais frágeis e idosos, a prevenir situações de risco e a se proteger das picadas deste inseto com todos os instrumentos que recordamos: evitar os ristagni d'acqua, usar spray repelente, vestir roupas longas ao ar livre e proteger a casa com mosquiteiros". São cuidados simples, como vedar janelas ao pôr do sol — pequenos gestos que preservam o bem-estar coletivo.
No plano nacional, o boletim coordenado pelo ISS mostra que, até 12 de agosto, foram confirmados 226 casos humanos de West Nile na Itália, com 7 óbitos. O número representa um aumento de cerca de 60% em relação ao relatório de 6 de agosto, quando eram 141 casos. Do total, 102 se manifestaram na forma neuroinvasiva (incluindo 1 caso importado das Maldivas), 38 foram assintomáticos identificados em doadores de sangue e 86 se manifestaram como febre (1 caso importado do Burkina Faso). Entre os 7 óbitos notificados, há ao menos um caso de origem importada.
Também foram notificados 8 casos de Usutuvírus no mesmo período (5 na Lombardia, 1 na Emilia-Romagna, 1 nas Marche e 1 no Lácio). Em comparação, no mesmo período de 2025 haviam sido registrados 275 casos de WNV com 25 óbitos. Subiu para 55 o número de províncias com circulação demonstrada de West Nile, distribuídas por 16 regiões — um mapa que pede vigilância nas janelas, jardins e emissões de calor da cidade.
Enquanto a ilha mantém sua paisagem e seu ritmo, a recomendação é acolher o cuidado como parte da rotina: prevenir picadas, eliminar água parada e seguir as orientações das autoridades de saúde. Assim a comunidade protege suas raízes e o tempo interno do corpo, preservando o verão e a serenidade das pequenas praças e memórias locais.