Barilla triplica capacidade fotovoltaica na Itália e aposta na agricultura regenerativa

Barilla triplicou capacidade fotovoltaica na Itália e aposta em agricultura regenerativa; meta é atingir 24 MWp até 2030.

Barilla triplica capacidade fotovoltaica na Itália e aposta na agricultura regenerativa

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Barilla triplica capacidade fotovoltaica na Itália e aposta na agricultura regenerativa

Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Em um movimento que busca iluminar novos caminhos para a indústria alimentar, a Barilla anuncia avanços significativos em energia limpa e práticas agrícolas mais sustentáveis. Nos últimos dois anos, a empresa triplicou a potência instalada de seus sistemas fotovoltaicos nos sites produtivos italianos, com a ambição de alcançar 24 MWp de capacidade instalada até 2030.

Os números já revelam um horizonte límpido: globalmente, quase metade do consumo elétrico do Grupo (48%) provém de fontes energéticas renováveis, enquanto, na Itália, as marcas Mulino Bianco, Pan di Stelle, GranCereale e os Sughi Barilla operam com 100% de eletricidade renovável, seja por compra com Garantias de Origem, seja por autoprodução. Em especial, a Mulino Bianco se abastece integralmente desde 2020 com energia hidrelétrica proveniente do lago de Resia.

Para semear inovação e aumentar a independência energética, a companhia lançou um ambicioso Energy & Water Plan de 168 milhões de euros, iniciado em 2024. Apenas naquele ano, a Barilla já investiu mais de 10 milhões de euros em eficiência energética, renovação de unidades de trigeneração e novas instalações fotovoltaicas, resultado que permitiu triplicar a autoconsumo de energia renovável nos sites italianos.

Entre os exemplos práticos desse renascimento cultural produtivo está a usina fotovoltaica de 1,5 MWp instalada no complexo de Rubbiano, destinada à produção de molhos: nos meses de pico de produção de Pesto ao manjericão, o sistema é capaz de suprir, durante os picos de verão, a energia necessária para um dia inteiro de produção por semana. Além disso, o plano prevê a instalação de novos sistemas solares até 2026 nas fornerias de Melfi, Ascoli e Cremona e no pastificio de Foggia, elevando a capacidade total instalada para cerca de 9 MWp nesse horizonte intermediário.

Todos os pastifícios italianos do Grupo já contam com plantas de trigeneração de elevado rendimento, que reduzem o uso de combustíveis fósseis e ampliam a autonomia energética da produção de massas. A integração entre geração elétrica limpa e eficiência industrial é uma luz que guia o setor rumo a um futuro de menores emissões e maior resiliência.

Na mesma toada de transformação, desde 2019 a Carta do Mulino orienta os produtores parceiros rumo a um modelo de agricultura regenerativa. Construída em colaboração com instituições científicas e ambientais — entre elas, universidades e centros de pesquisa que assessoraram a iniciativa —, a Carta estabelece 10 regras que articulam qualidade do produto, suporte às comunidades rurais e proteção dos ecossistemas agrícolas. O objetivo é cultivar valores que excedam a mera produtividade: promover solos vivos, paisagens resilientes e cadeias alimentares mais justas.

Em palavras que ecoam como uma promessa prática, a estratégia da Barilla não é apenas reduzir impacto, mas também semear práticas capazes de regenerar terras e vínculos sociais, tecendo laços entre indústria, ciência e campo. É uma visão que revela novos caminhos — um horizonte onde a inovação técnica e a responsabilidade socioambiental crescem lado a lado.

Como curadora de progresso, a Espresso Italia acompanha e relata esses passos com atenção: são iniciativas que podem inspirar outras empresas a combinar investimentos industriais com um compromisso tangível com a restauração de ecossistemas e o bem-estar das comunidades agrícolas. Iluminar esse tipo de trajetória é ajudar a construir um legado sustentável.