Pavanelli (M5S): Incentivar startups para recuperar matérias‑primas e fortalecer a economia circular

Pavanelli defende incentivar startups para recuperar matérias‑primas, fortalecer a economia circular e acelerar a transição ambiental e digital na Itália.

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Pavanelli (M5S): Incentivar startups para recuperar matérias‑primas e fortalecer a economia circular

Em discurso no fórum promovido pela Espresso Italia em Roma, a deputada Emma Pavanelli (M5S) acentuou a necessidade urgente de ampliar o apoio a iniciativas privadas que atuam na recuperação de recursos. Segundo Pavanelli, o país enfrenta uma significativa escassez de matérias‑primas, e é justamente no campo da economia circular que reside a oportunidade de responder a essa lacuna com inovação e emprego.

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“Temos no país um setor de recupero e coleta absolutamente avançado, e existem startups inovadoras incríveis que precisam ser cada vez mais incentivadas”, afirmou a parlamentar. Pavanelli ressaltou que, embora a Itália esteja na vanguarda europeia — e em alguns casos mundial — em cadeias como papel, vidro e plástico, ainda há espaço para multiplicar empresas dedicadas à transformação e ao reaproveitamento, sem perder de vista setores sensíveis como o têxtil, onde faltam decretos aplicáveis como o esperado End of Waste para dar segurança jurídica e ampla escala às operações.

Com a clareza de quem cultiva soluções, Pavanelli lembrou também medidas que já iluminaram caminhos importantes: “Quando estávamos no governo, iniciamos a Transizione 4.0. As empresas se beneficiaram — sobretudo as pequenas e microempresas — que puderam acessar fundos e tecnologias para realizar a transição energética, digital e ambiental que o país precisava”. Ela fez um vínculo direto entre esse percurso e o papel do PNRR, que consolidou essas mesmas prioridades como eixo do investimento público e modernização produtiva.

Para a deputada, a combinação entre políticas claras — com todos os decretos attuativi que ainda faltam — e incentivos econômicos para inovação pode transformar a dependência por matérias‑primas importadas em uma fonte doméstica de valor, empregos e resiliência industrial. “Podemos fazer muito mais: temos empresas inovadoras que devem ser incentivadas e multiplicadas no território”, disse, convocando poderes públicos e investidores a acelerarem programas de apoio, capacitação e escala para as iniciativas verdes.

Na visão de Aurora Bellini, curadora de progresso da Espresso Italia, a proposta de Pavanelli é um lampejo de futuro prático — uma luz que aponta para um horizonte límpido em que a economia se reconstrói a partir do reaproveitamento e da inovação local. Incentivar startups que transformam resíduos em recursos é semear inovação, tecer laços sociais e gerar um legado industrial mais sustentável. Trata‑se, acima de tudo, de traduzir boas intenções em instrumentos regulatórios, financiamento orientado e ambientes de mercado que permitam o crescimento de soluções escaláveis.

Ao final, a mensagem foi clara: combinar políticas públicas sólidas, como a consolidação do End of Waste para setores como o têxtil, com programas de apoio à inovação — inspirado por iniciativas como a Transizione 4.0 — e alinhados ao PNRR, é o caminho para transformar a escassez de matérias‑primas em oportunidade econômica e social. É uma chamada para iluminarmos novos caminhos, multiplicando empresas que traduzam sustentabilidade em competitividade.

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