Neya, do Grupo Mundys, amplia projeto e planta quase 2.500 hectares de manguezais em Madagascar

Neya, do Grupo Mundys, amplia projeto Ma Honko e restaura quase 2.500 ha de manguezais em Madagascar; 1,8 milhão de mudas e 847 viveiros apoiam a ação.

Neya, do Grupo Mundys, amplia projeto e planta quase 2.500 hectares de manguezais em Madagascar

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Neya, do Grupo Mundys, amplia projeto e planta quase 2.500 hectares de manguezais em Madagascar

Por Espresso Italia — Aurora Bellini

Com o olhar voltado para a regeneração e o legado, a Neya, empresa social do Grupo Mundys dedicada ao combate das mudanças climáticas, avança para a segunda fase do projeto Ma Honko em Madagascar. A iniciativa visa restaurar ecossistemas costeiros degradados, reforçar a biodiversidade local e retirar dióxido de carbono — o carbono — da atmosfera, iluminando caminhos de resiliência para comunidades que vivem à beira-mar.

Já comprovadas entre os ecossistemas mais eficientes na captura e no armazenamento de CO₂, as mangrovias acumulam carbono tanto na biomassa quanto nos solos costeiros. Na primeira etapa do projeto foram recuperados 500 hectares de manguezais. Agora, a nova fase ampliará a área em restauração para quase 2.500 hectares, multiplicando a capacidade do projeto de sequestrar e estocar carbono em um horizonte de vinte anos — estimada em até cerca de 755.000 toneladas de CO₂.

Para sustentar esse esforço de reflorestamento foram criados 847 viveiros e plantadas quase 1,8 milhão de mudas, ações que transformam conhecimento em semente e ocupação em futuro. Além do plantio, o projeto tem ênfase na capacitação das comunidades locais, que participam ativamente da seleção de espécies nativas, do cultivo em viveiros e do monitoramento contínuo das áreas restauradas. Esse envolvimento comunitário garante que a restauração ecológica gere também benefícios sociais duradouros — renda, segurança costeira e reforço das práticas tradicionais de uso sustentável dos recursos.

Ao promover a restauração dos manguezais, o Ma Honko atua como solução baseada na natureza: protege linhas costeiras contra erosão e tempestades, recupera habitats para peixes e aves, e cria corredores verdes que sustentam cadeias locais de pesca e subsistência. É um exemplo de como empresas com propósito podem semear iniciativas que florescem para além dos balanços financeiros, iluminando um horizonte límpido onde conservação e desenvolvimento caminham juntos.

Do ponto de vista climático, a expansão até 2.500 hectares representa um ganho significativo. A capacidade adicional de estocar carbono contribui aos compromissos climáticos globais e ajuda a compensar emissões difíceis de reduzir, sempre com transparência e monitoramento científico. O modelo aplicado pelo Grupo Mundys integra soluções técnicas, governança local e indicadores de impacto, oferecendo um roteiro replicável para outros projetos de restauração costeira.

Enquanto o projeto avança, a mensagem que emerge é de esperança consciente: não se trata de otimismo cego, mas de uma aposta nas possibilidades reais de restauração ambiental e social. Restaurar manguezais em Madagascar é como acender faróis ao longo de uma costa vasta — cada muda plantada é um gesto de cuidado que, ao longo dos anos, transforma marés de risco em ondas de recuperação.

Espresso Italia continuará a acompanhar e reportar os desdobramentos do Ma Honko, iluminando as histórias de quem planta, protege e faz germinar um futuro mais justo e sustentável.