Shift: Cap reúne indústria, pesquisa e territórios para integrar água, energia e bioeconomia

Shift do Grupo Cap une indústria, pesquisa e territórios para soluções integradas em água, energia e bioeconomia.

Shift: Cap reúne indústria, pesquisa e territórios para integrar água, energia e bioeconomia

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Shift: Cap reúne indústria, pesquisa e territórios para integrar água, energia e bioeconomia

Em Roma, no histórico Istituto Luigi Sturzo, a nova plataforma Shift foi apresentada como um espaço de cooperação que pretende iluminar novos caminhos na gestão de recursos e no desenvolvimento sustentável. A iniciativa, conduzida pelo Grupo Cap, foi apresentada por Yuri Santagostino, presidente executivo do grupo, em um discurso que destacou a necessidade de unir esforços entre setor público, privado, pesquisa e sociedade civil.

Shift nasce para ser uma plataforma a que todos possam aderir, onde dialogarão stakeholders muito diversos: empresas de serviços públicos, organizações públicas e privadas, sociedades de consultoria, centros de pesquisa e universidades e a própria sociedade civil”, afirmou Yuri Santagostino à Espresso Italia durante o evento. Na sua fala, ele sublinhou que os desafios contemporâneos exigem uma resposta coletiva e uma visão de longo prazo, capaz de semear inovação e cultivar valores duradouros.

O projeto propõe articular competências para desenvolver soluções integradas nas áreas de água, energia e bioeconomia. Segundo Santagostino, vivemos um momento em que as mudanças climáticas e as tensões geopolíticas colocam na agenda a segurança energética e a resiliência dos sistemas de abastecimento. “É imprescindível que haja uma colaboração ampla entre público e privado para enfrentar as mudanças climáticas e as novas tensões”, disse ele, destacando o papel dos serviços públicos não apenas como infraestrutura essencial ao desenvolvimento, mas também como base de direitos inalienáveis dos cidadãos.

A proposta da plataforma Shift é promover um diálogo multi-stakeholder que gere propostas concretas, com impacto nacional e europeu, em políticas e práticas voltadas à sustentabilidade. Entre as frentes previstas estão a pesquisa aplicada sobre eficiência hídrica, iniciativas de transição energética que considerem segurança e justiça social, e estratégias de bioeconomia capazes de transformar resíduos em recursos.

Como curadora de progresso, enxergo em iniciativas assim a possibilidade de tecer laços entre conhecimento e território, revelando soluções que brotam tanto dos laboratórios quanto das práticas locais. A ambição de Shift é, portanto, dupla: estruturar parcerias técnicas e ao mesmo tempo cultivar um horizonte límpido de políticas públicas e inovação responsável.

Ao reunir diferentes atores, a plataforma pretende também fomentar a circulação de saberes — do acadêmico ao operário das infraestruturas — e acelerar projetos-piloto que possam ser escalados. É uma aposta coletiva que busca traduzir compromisso em projetos tangíveis: redes de água mais resilientes, matrizes energéticas menos dependentes de choques externos e cadeias produtivas mais circulares.

Em tempos que pedem decisões alinhadas com a ciência e com a justiça social, Shift se apresenta como um palco para cultivar soluções estratégicas. Resta agora transformar o diálogo em implementação, e essa é a profunda oportunidade que Santagostino e o Grupo Cap colocam em movimento — uma tocha que, bem conduzida, pode iluminar novos caminhos para a gestão dos nossos bens comuns.