Greve de 48 horas: pilotos convocam paralisação na Lufthansa e prometem impacto em milhares de passageiros

Sindicato de pilotos VC convoca greve de 48h na Lufthansa em 13 e 14 de abril; veja impacto, direitos de passageiros e opções de remarcação.

Greve de 48 horas: pilotos convocam paralisação na Lufthansa e prometem impacto em milhares de passageiros

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Greve de 48 horas: pilotos convocam paralisação na Lufthansa e prometem impacto em milhares de passageiros

Em um chamado que soou como um alerta nas salas de embarque, o sindicato alemão de pilotos Vereinigung Cockpit (VC) convocou uma greve de dois dias que afetará companhias do grupo Lufthansa. A paralisação está marcada para começar às 00h01 de 13 de abril e terminar às 23h59 de 14 de abril, hora local, e atinge membros do VC na Deutsche Lufthansa AG, Lufthansa Cargo AG e Lufthansa CityLine.

Além disso, o sindicato informou que os voos da Eurowings GmbH com partida de aeroportos alemães no dia 13 de abril, entre 00h01 e 23h59, também serão afetados pela ação. A notícia foi divulgada em comunicado no sábado, deixando no ar cheiros e sons de viagem interrompida — aquela sensação agridoce entre a pressa do embarque e o silêncio súbito do portão fechado.

Fontes apontam que a paralisação anunciada com menos de dois dias de antecedência poderá comprometer pelo menos 80% dos voos em Frankfurt e Munique, dois dos maiores hubs do país, e que mais de 50.000 passageiros poderão ficar sem solução imediata, segundo o Air Traveler Club.

O Vereinigung Cockpit, que representa pelo menos 10.000 pilotos em várias companhias aéreas alemãs, atribui a escalada do conflito à resistência da Lufthansa em resolver litígios salariais, incluindo questões sobre pensões. Como disse o presidente do sindicato, Andreas Pinheiro: "Apesar de termos decidido, de forma consciente, não recorrer à greve durante a Páscoa, não surgiu qualquer proposta séria."

Pinheiro acrescentou que, durante esse período, "não houve qualquer resposta nem qualquer vontade visível de negociar por parte dos empregadores. Os empregadores têm sempre a possibilidade de evitar a greve, apresentando propostas suscetíveis de negociação".

Do lado da empresa, a Lufthansa afirmou estar a trabalhar intensamente para manter o impacto nos passageiros o mais reduzido possível. Em comunicado, o grupo explicou que, face ao colapso das negociações, algumas ligações programadas poderão ser substituídas por serviços operados por outras companhias dentro do Grupo Lufthansa ou por parceiros.

Devido ao elevado volume de chamadas, a companhia avisou que os passageiros afetados poderão ser contactados apenas no domingo. Segundo a política de remarcações e reembolsos, quem tem bilhete da Lufthansa, Austrian, Swiss, Brussels Airlines ou Air Dolomiti emitido até 11 de abril, com reserva em voos operados pela Lufthansa (incluindo Lufthansa CityLine) nos dias 13 e 14 de abril, pode remarcar gratuitamente para outro voo do Grupo entre 11 e 21 de abril. Há também a opção de solicitar o reembolso até, no máximo, 13 de abril.

Para quem ficar sem alternativa aérea, a companhia anunciou que disponibilizará bilhetes de comboio da Deutsche Bahn. "Lamentamos sinceramente as perturbações causadas pela greve, anunciada com tão pouca antecedência pelo sindicato Vereinigung Cockpit, e agradecemos a compreensão", declarou o grupo.

Este novo episódio surge após um fim de semana já marcado por perturbações nas viagens em toda a Alemanha, lembrando-nos que, na rota dos céus, há momentos de calma e outros de tempestade. Se você tem viagem marcada, respire fundo, consulte a sua reserva e acompanhe as comunicações da companhia — um gesto de prudência que pode transformar um contratempo em um novo capítulo da sua viagem, com menos dor de cabeça e mais Dolce Far Niente.

Ciao, e boas viagens — mesmo quando o céu nos propõe uma pausa.