Lorenzo Mirandola: a vida dedicada a perseguir a aurora boreal
Lorenzo Mirandola conta sua busca pelas auroras boreais em Quando il cielo si accende: ciência, memórias e a paixão por céus que se acendem.
RESUMO ✦
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Lorenzo Mirandola: a vida dedicada a perseguir a aurora boreal
Por Erica Santini, Espresso Italia
Há imagens que chegam como um chamado. Para Lorenzo Mirandola, a imagem foi aquela de criança, uma fotografia em uma revista científica que mostrou, sobre um céu negro, as ondas luminosas da aurora boreal. Tinha sete ou oito anos e, desde então, uma certeza: aquilo eu precisava ver ao vivo. Essa obsessão delicada e científica agora ganha voz em livro: Quando il cielo si accende - La mia vita a caccia di aurore boreali (Rizzoli, 224 pp., €25), que chega às livrarias em 27 de outubro.
Engenheiro ambiental de formação, Mirandola transformou a fascinação infantil em trajetória profissional. Estudou Engenharia Ambiental em Padova e escolheu o Erasmus em Oulu, na Finlândia, exatamente porque era o destino mais setentrional ao alcance. Foi lá, em setembro de 2016, que assistiu à sua primeira aurora: estava fora de camiseta, desafiando o frio com o corpo e o coração, testemunhando finalmente aquilo que imaginara desde menino.
No livro, o autor mistura relatos pessoais, escolhas de vida e uma visão técnica sobre o fenômeno: não se trata apenas de espetáculo dos olhos, mas também de encontro entre ciência, paisagens e história. Mirandola viveu e trabalhou além do Círculo Polar Ártico, onde aprendeu a ler os sinais do céu e a entender as variáveis que tornam uma noite propícia à dança das luzes. A filosofia que conduz sua vida é simples e poética: 'a aurora boreal não se espera, se persegue'.
Ao folhear as páginas, o leitor é convidado a navegar por memórias que cheiram a roupa molhada de vela, pela textura das paredes de madeira das cabanas nórdicas, pelo silêncio cortado apenas por passos na neve. Mirandola descreve não só como captar a aurora boreal em uma fotografia, mas também como se preparar para o instante — a paciência, a pesquisa meteorológica, a humildade diante do imprevisível. É um manual íntimo para caçadores de luzes e um diário para quem sonha com a magia do norte.
Como curadora de experiências, eu digo: este livro é um convite a um Dolce Far Niente sob céus em movimento. Não é só para cientistas ou fotógrafos. É para quem quer aprender a escutar o tempo, a deixar-se surpreender, a saborear a história que o vento e a neve contam quando o céu decide acender-se. E, claro, para quem guarda uma foto antiga que ainda pulsa no peito.
O lançamento pela Rizzoli promete atingir leitores que buscam o encontro entre observação rigorosa e emoção. A obra já está em pré-venda e será uma companhia perfeita para noites longas, com chá quente e vontade de ir ao encontro das luzes do Ártico. Andiamo: se tiver oportunidade, deixe tudo e vá procurar o céu que dança.
— Erica Santini, Espresso Italia

