Fim de semana nas exposições: de Albrecht Dürer a Mimmo Rotella — descobertas sensoriais pelo Bel Paese
Roteiro de exposições na Itália: Mimmo Rotella em Génova, Max Peiffer em Roma, quadrinhos de Pazienza e Macola e os primeiros passos de Peggy Guggenheim.
RESUMO ✦
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Fim de semana nas exposições: de Albrecht Dürer a Mimmo Rotella — descobertas sensoriais pelo Bel Paese
Ciao, viajante das artes — sou Erica Santini e convido você a passear comigo por algumas exposições imperdíveis que iluminam este fim de semana na Itália. Entre gravuras que atravessam séculos e colagens que traduzem o espírito urbano, há convites para saborear a história em cada sala de museu. Andiamo: vamos descobrir os segredos locais e a textura do tempo nas paredes.
Mimmo Rotella ganha uma grande retrospectiva em Génova: Palazzo Ducale abre, de 24 de abril a 13 de setembro, a mostra Mimmo Rotella. 1945-2005, curada por Alberto Fiz. Produzida em colaboração com a Fondazione Mimmo Rotella e organizada por MetaMorfosi Eventi, a exposição reúne mais de 100 obras vindas de museus, fundações e coleções públicas e privadas. É uma viagem que atravessa mais de seis décadas de experimentação — dos décollages icônicos ao trabalho que dialoga com a cultura de massa — e que nos permite sentir o pulso da cidade, o ruído das ruas e o perfume fugaz dos cartazes rasgados: imagens que voltam a pulsar como memórias colecionadas.
Em Roma, a Galleria Nazionale d'Arte Moderna e Contemporanea apresenta, até 23 de agosto, a mostra Max Peiffer Watenphul. Pittore del Bauhaus, curada por Gregor H. Lersch e promovida pela Fundação Max Peiffer Watenphul ETS. Com cerca de 80 obras, a exposição reconstrói o percurso do artista: dos primeiros retratos e estudos durante os anos de formação no Bauhaus de Weimar, passando pelos paisagens e naturezas-mortas italianas, até o período veneziano do pós-guerra, onde a luz e a calma ganham uma densidade poética — uma verdadeira sinfonia de cores que convida ao Dolce Far Niente.
O fim de semana também reserva espaço para o universo do quadrinho: mostras dedicadas a Andrea Pazienza e a Piero Macola evocam a força narrativa e gráfica das histórias em quadrinhos italianas, suas linhas imediatas e o traço que sacode memórias coletivas. São exposições que celebram a liberdade do desenho, a ironia e a urgência de quem transforma páginas em cenas da vida cotidiana.
Por fim, um episódio que encanta amantes da coleta e da boa curadoria: há iniciativas que revisitAM os primeiros passos como colecionadora de Peggy Guggenheim, aquela figura que, entre salas e salotti, ajudou a redesenhar o panorama do colecionismo moderno. Ver as obras que despertaram sua paixão é como abrir um álbum íntimo de descobertas — um convite a sentir o aroma dos vernissages e a luz dourada das galerias venezianas.
Se você procura um roteiro para este fim de semana, minha sugestão é seguir o instinto: comece por uma retrospectiva mais densa, permita-se a pausa sensorial diante de uma pintura, e depois caminhe para uma mostra de quadrinhos, onde o riso e a crítica aparecem em traços rápidos. Entre um museu e outro, desfrute de um espresso e pense nas histórias que colecionamos: cada obra é um porto para ancorar lembranças.
Que este passeio cultural seja um aperitivo para a sua curiosidade. E lembre-se: as melhores descobertas são aquelas feitas de olho atento e coração aberto. Arrivederci — e até a próxima volta pelas maravilhas do Bel Paese.