Paraguai, Palau e Uzbequistão: destinos surpreendentes em alta enquanto o turismo global mostra resiliência
Turismo internacional cresce 2% no 1º tri de 2026. Paraguai, Palau e Uzbequistão ganham turistas, apesar da crise no Médio Oriente e alta dos combustíveis.
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Paraguai, Palau e Uzbequistão: destinos surpreendentes em alta enquanto o turismo global mostra resiliência
Ciao, viajante — trago notícias do mundo que respira rota e descoberta. Mesmo com a sombra da crise no Médio Oriente e as ondas nos preços dos combustíveis, o turismo internacional mostrou-se resistente no primeiro trimestre de 2026: as chegadas subiram 2% e cerca de 307 milhões de turistas cruzaram fronteiras, o que significa seis milhões a mais do que no mesmo período de 2025, segundo a ONU Turismo.
Há um sabor de realocação nas rotas: especialistas esperam que, este ano, os viajantes procurem destinos com melhor relação custo-benefício e, por vezes, escolham lugares mais próximos de casa para minimizar despesas. Ainda assim, o conflito no Médio Oriente tende a abater em um a dois pontos percentuais a previsão inicial da ONU Turismo — antes estimada em 3% a 4% para 2026 — dependendo de quanto tempo e quão amplo for esse embate.
As repercussões são práticas: perturbações de voos que têm origem, escala ou destino na região, impacto na confiança dos turistas, elevação do preço do petróleo e até escassez de combustível de aviação em alguns mercados. Tudo isso pressiona tarifas aéreas e reduz a capacidade de voos em determinadas rotas. Ainda assim, como disse a secretária-geral da ONU Turismo, Shaikha Al Nuwais, «Numa altura de crescentes pressões geopolíticas e económicas, isto reforça o papel mais amplo do turismo no apoio às economias, na criação de oportunidades e na sustentação de comunidades muito para além do próprio setor.»
Na Europa, a maior região turística do planeta, o movimento segue vigoroso: mais de 130 milhões de chegadas no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 4% que mantém a onda forte de 2025. A Europa mediterrânica meridional e o Norte da Europa registaram ambas +4%, enquanto a Europa Centro-Oriental acelerou com +6%.
Por outro lado, o Médio Oriente sentiu a queda: -14% nas chegadas no trimestre, reflexo direto do conflito. Nem todos os destinos seguiram esse declínio: o Egito brilhou com um aumento robusto de +16%.
Entre os países que mais cresceram nos primeiros três meses de 2026, há surpresas encantadoras — lugares que têm a textura do tempo, histórias para saborear e um apelo autêntico: Paraguai (+46%), Nova Caledónia (+45%), El Salvador (+43%), Mongólia (+39%), Palau (+37%) e Uzbequistão (+37%). Outros ganhos expressivos aparecem no Paquistão (+60%), República da Coreia (+38%), Marrocos (+24%), Brunei (+22%) e Brasil (+12%).
O inquérito ao Painel de Peritos em Turismo sublinha os temas do momento: o conflito no Médio Oriente, os elevados custos de transporte e alojamento e fatores económicos são os maiores desafios para 2026. Quase dois terços dos especialistas (64%) indicaram já um impacto negativo do conflito na procura turística dos seus destinos.
Como curadora de viagens, eu vejo nesta estatística não apenas números, mas destinos a sussurrar convites. Há um movimento de descoberta — turistas buscando autenticidade, valor e experiências sensoriais: a luz dourada das pequenas capitais, o perfume dos vinhedos menos conhecidos, a textura das paredes que guardam histórias. Andiamo: enquanto o mundo se ajusta, algumas joias menos óbvias florescem e nos lembram que viajar é, acima de tudo, uma busca por sentido e beleza.
Se pensa em partir — seja para um tropical Palau, um misterioso Uzbequistão ou um Paraguai surpreendente — lembre-se de procurar rotas sustentáveis, opções com boa relação qualidade/preço e, sobretudo, experiências que permitam saborear a história e apoiar comunidades locais. Dolce far niente, mas com consciência e curiosidade.