Perdonanza Celestiniana: mais de 35 mil presenças nos espetáculos em L'Aquila
Perdonanza em L'Aquila registra mais de 35 mil presenças nos espetáculos e público lota Collemaggio durante abertura da Porta Santa.
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Perdonanza Celestiniana: mais de 35 mil presenças nos espetáculos em L'Aquila
Ciao, viajante: trago notícias quentes da praça onde a história respira em cada pedra. A 732ª Perdonanza Celestiniana, celebrada em L'Aquila, deixa no ar o perfume da festa e números que comprovam um retorno vibrante do público: mais de 35 mil presenças contabilizadas nos espetáculos.
O balanço do Comune revela que, entre os eventos de maior atração, mais de 25 mil espectadores assistiram aos seis encontros principais — uma sequência pensada para encantar: a noite inaugural, o Gala internazionale di Danza, o concerto de Geolier, a performance de Alessandro Siani, o espetáculo "Il grande abbraccio della Perdonanza" e ainda o concerto do trio lírico Il Volo. A lista se completa com cerca de 10 mil participações registradas nos eventos do projeto "L'Aquila in Scena".
Havia algo de mágico na Praça de Collemaggio: templo e palco, a basílica ficou gremita durante a cerimônia religiosa que antecedeu a abertura da Porta Santa, e longas filas de fiéis marcaram grande parte das 24 horas em que a porta permaneceu aberta. O tradicional Corteo della Bolla também superou as expectativas de público, sinal de uma comunidade sedenta por ritos, reencontros e emoções coletivas.
Para quem aprecia números de audiência, a transmissão da noite inaugural pela Rai Uno, em 23 de agosto, atingiu 1.405.000 telespectadores, com share de 13,4% — prova de que a festa saiu das ruelas de L'Aquila e tocou la dolce vita das salas italianas.
O turismo viveu seu momento: o Info Point da Fontana Luminosa teve mais de 750 acessos de 1 a 22 de agosto e aproximadamente 260 registros na semana de 23 a 30. Entre os visitantes italianos, prevaleceram turistas da Lombardia, mostrando como a curiosidade e o desejo de descoberta continuam a guiar trajetos pelo Bel Paese.
Como curadora e amante destas estradas, vejo nesta edição da Perdonanza um convite sensorial: a luz dourada sobre as pedras, o eco das músicas nas fachadas gastas, o sabor do encontro que se saboreia lentamente — um verdadeiro Dolce Far Niente coletivo. Andiamo: a cidade respira renovada, e a tradição mostra que, mesmo após tempestades, há sempre espaço para o abraço, a arte e a memória.
O balanço oficial do Comune confirma não só a recuperação dos números prévias mas também uma intensidade afetiva que dá forma nova ao calendário cultural da região. Quem esteve ali levou para casa não só lembranças, mas a textura do tempo nas paredes e o calor humano que só um evento assim pode oferecer.

