Bailarinos italianos da Dance Academy conquistam a primeira pré-parada em Disneyland Paris

Dance Academy de Alzano: os primeiros italianos a se apresentar na pré-parada da Disneyland Paris, liderados por Jennifer Ravasio.

Bailarinos italianos da Dance Academy conquistam a primeira pré-parada em Disneyland Paris

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Bailarinos italianos da Dance Academy conquistam a primeira pré-parada em Disneyland Paris

Por Chiara Lombardi — Em uma mistura de disciplina de ensaio e encanto cinematográfico, os bailarinos da Dance Academy de Alzano Lombardo escreveram uma página inédita na história do entretenimento italiano: foram os primeiros italianos a se apresentar em uma pré-parada da Disneyland Paris.

No sábado, 11 de abril, cerca de cem dançarinos — com idades entre 9 e 40 anos — desfilaram pelas vias do parque, vestindo jaquetas vermelhas e executando uma coreografia inspirada em High School Musical. Durante vinte minutos, o grupo, liderado por Jennifer Ravasio, 38 anos, natural de Alzano (atualmente residente em Orio), precedeu a icônica parada dos carros dos personagens Disney, arrancando aplausos e emoção do público internacional presente.

O feito, que parece simples quando visto da arquibancada, é, na verdade, fruto de uma insistência meticulosa. Ravasio, diretora artística e coreógrafa da escola, recorda que nenhuma escola italiana havia sido convidada antes para essas pré-paradas — tradicionalmente reservadas a companhias de Inglaterra e Bélgica. Foi preciso transformar uma intuição em estratégia: em novembro de 2024, ela levou cerca de 80 alunos a se apresentar num palco em um teatro da própria Disneyland; a receptividade dos organizadores abriu a porta para a candidatura à pré-parada.

As negativas iniciais não a demoveram. Depois de muitas tentativas, veio o pedido decisivo: "mandem um vídeo e veremos". Em apenas um dia, Ravasio criou a coreografia, gravou a sequência no estacionamento da escola e enviou o material. A resposta positiva confirmou o convite e desencadeou um ano de preparação intensa.

A rotina envolveu horas em sala de ensaio e encontros mensais com a escola piemontesa Fada Lab, dirigida por Alex Bordoni. A padronização dos passos — cinco linhas, sequências repetidas dez vezes — exigiu coordenação entre crianças e adultos, experiência e cuidado pedagógico. "Não foi simples coordenar crianças e adultos experientes", admite Ravasio, "mas eu queria envolver todos e oferecer também aos mais pequenos a oportunidade de dançar em um dos parques mais famosos do mundo".

O episódio carrega a ressonância de um pequeno grande filme: a diretor(a) que, ao conduzir a coreografia, se vira e vê seus alunos com o castelo das fábulas ao fundo e pensa, em voz baixa, que realmente conseguiram. "Quando me virei e vi meus alunos com o castelo ao fundo, pensei: conseguimos de verdade", conta Ravasio — frase que funciona como um close final, um plano que resume o esforço coletivo.

Mais do que um troféu simbólico, a participação representa um reframe cultural: o eficaz impulso de uma cena local — Bergamo — que se projeta no mapa global do entretenimento familiar. É um lembrete de que a cultura popular também é feita de resistência criativa, de mensagens enviadas por e-mail repetidas vezes, de gravações improvisadas em estacionamentos e de horas gastas para transformar uma ideia em público emocionalmente envolvido.

Para a Dance Academy, para Jennifer Ravasio e para as crianças que aplaudiram e foram aplaudidas, a pré-parada em Paris não é apenas uma foto bonita com o castelo ao fundo; é o espelho de um tempo que celebra a persistência e a habilidade de transformar ambição em espetáculo.