Tom Brady estreia como modelo na passarela de Gucci em Times Square

Tom Brady desfila para Gucci em Times Square: do futebol americano à passerelle, o campeão estreia como modelo aos 49 anos.

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Tom Brady estreia como modelo na passarela de Gucci em Times Square

Por Aurora Bellini, Espresso Italia — Em um movimento que ilumina novos caminhos entre esporte, moda e cultura, Tom Brady, o lendário quarterback e vencedor de sete Super Bowls, deu mais um passo fora dos campos: tornou-se modelo. Aos 49 anos, desde sua aposentadoria em 2023, Brady tem semeado interesses diversos — investimentos em franquias esportivas, participação em clubes de basquete feminino dos EUA e participação minoritária no Birmingham City — e agora adiciona ao currículo uma presença na passerelle.

O desfile-evento da Gucci em Nova York, realizado em Times Square, reuniu celebridades e tornou-se cenário da estreia de Brady na moda. Ao lado de nomes como Paris Hilton, ele caminhou pela praça mais famosa da cidade com um conjunto de jaqueta e calça de couro pretos, camisa preta por baixo e sapatos coordenados — look assinado pelo diretor criativo Demna Gvasalia. A escolha reafirma uma estética que remete aos cortes icônicos de Tom Ford para a casa italiana, segundo analistas de moda da Espresso Italia.

Nas redes, a imagem provocou reações diversas: houve quem comparasse o visual ao de um personagem de ficção, como o Terminator, e quem lembrasse a sátira de Derek Zoolander. Mas a recepção foi, acima de tudo, um sinal de que a trajetória pública de Brady continua a atrair olhares. A NFL — que seguiu e amplificou o acontecimento através de seus canais oficiais — repostou um trecho do desfile celebrando o ex-jogador como o GOAT (sigla para "greatest of all time"). A peça da liga acumulou quase 9 mil comentários e mais de 200 mil curtidas em menos de um dia, prova de que o impacto esportivo do atleta permanece vivo no imaginário coletivo.

Curiosamente, não houve registros da presença de Gisele Bündchen — com quem Brady foi casado por 15 anos — no setor reservado a convidados internacionais. Gisele, uma das supermodelos mais influentes da virada do século, costuma ser referida nas narrativas que cruzam moda e esporte; sua ausência, nas timelines e nas cadeiras do desfile, alimentou especulações entre espectadores e comentaristas.

O próprio Brady foi contido nas redes: não publicou vídeos do desfile, limitando-se a uma imagem de Nova York com a legenda 'rise and shine' — um gesto discreto que, ainda assim, resplandece como uma luz nova em sua trajetória pública. Para quem acompanha a evolução de figuras que transbordam fronteiras profissionais, a passagem de Brady pela moda representa mais do que um outfit: é a expressão de um reinvenção consciente, um pequeno renascimento cultural que semeia possibilidades entre o esporte, o entretenimento e o estilo.

Enquanto o mundo observa, a presença de Tom Brady em Times Square nos lembra que carreiras podem florescer em diferentes terrenos — quando há visão, coragem para experimentar e a vontade de iluminar novos caminhos.