Carlo Comporti indicado para presidir a ESMA; Itália comemora vitória diplomática
Conselho da UE indica Carlo Comporti como candidato à presidência da ESMA; confirmação passa pelo Parlamento Europeu em setembro.
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Carlo Comporti indicado para presidir a ESMA; Itália comemora vitória diplomática
O Conselho da UE, em reunião dos embaixadores dos 27 Estados-membros, indicou o italiano Carlo Comporti como candidato à presidência da ESMA (Autoridade Europeia dos Instrumentos Financeiros e dos Mercados). A nomeação coloca um representante italiano na direção da entidade sediada em Paris, responsável pela supervisão e regulação dos mercados financeiros da União Europeia.
A indicação não é definitiva: o próximo passo é a confirmação pelo Parlamento Europeu, condicionada a uma audiência do candidato perante a Comissão de Assuntos Económicos e Monetários (Econ). Fontes oficiais do Parlamento indicam que a votação está prevista para setembro. Após essa etapa, o Conselho deverá adotar formalmente a nomeação para que o sucessor da alemã Verena Ross assuma o novo mandato a partir de 1º de novembro.
No escrutínio secreto realizado entre os embaixadores, Carlo Comporti obteve 17 votos, contra 10 da adversária, a dinamarquesa Karen Dortea Abelskov. Ambos são atualmente membros do Board da ESMA; a votação seguiu as regras de maioria simples previstas para esse tipo de decisão.
Em Roma, o ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, comemorou a indicação. “Foi eleito Comporti na Esma, ganhamos, são quatro meses que trabalho nisso”, declarou o ministro a jornalistas ao sair do plenário da Câmara, onde participava do question time. A manifestação pública do ministro foi confirmada por assessores presentes na conversa com a imprensa.
A ESMA tem atribuições técnicas e de supervisão que abrangem a elaboração de normas técnicas comuns, a coordenação das autoridades nacionais — entre elas a Consob —, o monitoramento de riscos para a estabilidade financeira e a proteção dos investidores. A autoridade já exerce supervisão direta sobre alguns operadores paneuropeus, como agências de rating, repositórios de dados e administradores de índices considerados críticos.
Especialistas consultados pela nossa reportagem ressaltam que, com a progressiva implementação da União dos mercados de capitais, o papel da ESMA tende a se expandir, ampliando competências de regulação e supervisão transfronteiriça. O processo de confirmação parlamentar em setembro será acompanhado de perto por reguladores nacionais e pelo setor financeiro, dado o impacto institucional da escolha.
Esta apuração foi realizada com cruzamento de fontes institucionais — nota de imprensa do Parlamento Europeu, comunicados do Conselho da UE e declarações oficiais do Ministério da Economia italiano — e interlocução com representantes da própria autoridade europeia. Mantemos o acompanhamento cronológico do caso e atualizaremos a reportagem após a audiência na Comissão Econ e a votação prevista no Parlamento.