Nasce a Fundação Raffaella Carrà: filho adotivo detalha adoção e legado social
Fundação Raffaella Carrà é criada; filho adotivo Gian Luca Pelloni detalha adoção e o legado social da artista.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Nasce a Fundação Raffaella Carrà: filho adotivo detalha adoção e legado social
Por Giulliano Martini — Em 18 de junho, data do nascimento de Raffaella Carrà, foi oficialmente apresentada a Fondazione Raffaella Carrà ETS, criada para preservar e dar continuidade aos projetos sociais e iniciativas que marcaram a trajetória pública da artista. A entidade tem como ideador e presidente o filho adotivo Gian Luca Pelloni Bulzoni, que pela primeira vez falou publicamente sobre os termos e o contexto de sua adoção.
A narrativa apresentada por Pelloni foi reconstituída com precisão: o diagnóstico chegou em 22 de abril de 2020, em pleno lockdown. Segundo o relato, nos dias seguintes a Raffaella Carrà decidiu regressar a Roma a partir do seu refúgio no Argentario, e marcou uma consulta com um especialista para 4 de maio. Naquele encontro foi informada de que se tratava “de um dos tumores mais graves que poderia ter”, com localização nos pulmões. Em horas de suspensão entre cuidado e decisões, ele viu a cantora redigir documentos em seu escritório. "O que você está escrevendo?", perguntou. "O testamento", respondeu ela — uma declaração descrita por Pelloni como “uma botta tremenda”.
No dia seguinte, diante de Sergio Japino — parceiro afetivo e profissional de longa data de Carrà — veio a proposta que alteraria o quadro: ela solicitou a adoção de Gian Luca. "Me chamou no escritório e disse: 'Per portare avanti tutte queste cose... vorrei adottarti'", contou Pelloni. A oferta o surpreendeu; ele pediu um tempo, mas aceitou em seguida. A decisão foi tomada com a determinação que a apresentadora costumava demonstrar.
Pelloni deixou claro que a adoção não se manteria sigilosa: era uma medida que fatalmente sairia a público, especialmente pela função que assumiria na Fundação. Ao ser questionado sobre se seu nome já teria vindo à tona sem o litígio em torno do musical Ballo Ballo — que gerou controvérsias por ações promocionais consideradas inadequadas, como a venda de ingressos atrelada a ofertas de alimentos e bebidas — ele afirmou que a identidade seria revelada inevitavelmente na condição de presidente da instituição.
O esclarecimento jurídico também foi apresentado: os pais biológicos de Gian Luca já haviam falecido — o pai em 2004 e a mãe em 2016 — o que, segundo a advogada Barbara Giaquinto, responsável pelo processo de adoção, tornava desnecessário o consentimento parental. A advogada acrescentou que a senhora Carrà não era casada, não deixava filhos e havia respeito às exigências legais de diferença de idade, além da manifesta vontade de ambas as partes de estabelecer o vínculo.
Na apresentação da Fundação estava presente ainda o sobrinho Matteo Pelloni. A criação da Fondazione Raffaella Carrà ETS é apresentada oficialmente como a via institucional para manter o compromisso social que marcou a vida pública da artista: programas culturais, iniciativas de apoio social e projetos destinados a preservar a memória e a dimensão cidadã do seu legado.
Apuração in loco e cruzamento de fontes foram a base desta cobertura: documentos legais, depoimentos presentes na apresentação e declarações da assessoria jurídica foram utilizados para garantir a fidelidade dos fatos. A Fundação, conforme explicado pelo presidente e pelos representantes legais, será o instrumento formal para administrar bens, projetos e dar visibilidade institucional às ações que Raffaella sustentou em vida — a realidade traduzida em mecanismos legais e administrativos para evitar ruídos ou interpretações equivocadas.