Adolescente de Pescara preso em Perugia por planejar massacre escolar; apreendidos manuais e instruções para armas e TATP
Adolescente de Pescara detido em Perugia por planejar massacre escolar; apreendidos manuais para armas, TATP e contatos com grupo extremista Telegram.
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Adolescente de Pescara preso em Perugia por planejar massacre escolar; apreendidos manuais e instruções para armas e TATP
Apuração in loco do Raggruppamento operativo speciale (ROS) dos Carabinieri resultou na prisão de um jovem de 17 anos, natural de Pescara, nesta madrugada em Perugia. O menor foi transferido para um cárcere de menores e é gravemente indiciado por propaganda e incitação a crimes por motivos de discriminação racial, étnica e religiosa, além de posse de material com finalidade terrorista.
As investigações, conduzidas com cruzamento de fontes e análise técnica de material apreendido, permitiram identificar a existência de manuais detalhados para a construção de armas e documentos com indicações técnicas sobre substâncias químicas e bacteriológicas perigosas. Entre o material recolhido nas buscas estão também guias dedicados ao sabotagem de serviços públicos essenciais, informações sobre o uso de impressão 3D para a fabricação de armas e instruções para a preparação do TATP (peróxido de acetona), conhecido como a "mãe do Satã", substância já empregada em atentados em Bruxelas e Paris.
Os peritos registraram, ainda, contatos entre o menor e os administradores de um canal Telegram identificado como "Werwolf Division", grupo que difunde narrativas de supremacia racial e enaltece autores de massacres, incluindo referências a Brenton Tarrant (atentado às mesquitas de Christchurch, 2019) e Anders Behring Breivik (Oslo/Utoya, 2011). Das conversas extraídas e analisadas pelos investigadores teria emergido o explícito propósito de realizar uma strage a scuola (massacre escolar) inspirado em Columbine, seguido de suicídio.
O enquadramento jurídico das diligências inclui o artigo 604 do Código Penal italiano, que trata de propaganda, incitamento e violência por motivos raciais, étnicos, nacionais ou religiosos. No decorrer da operação foram cumpridas sete ordens de busca — locais, pessoais e informáticas — contra outros menores residentes nas províncias de Teramo, Perugia, Pescara, Bologna e Arezzo. Esses jovens são alvo de investigação nos mesmos termos do dispositivo legal citado.
Fontes oficiais do ROS destacaram a natureza tecnológica e logística do material apreendido: instruções reproduzíveis para a fabricação de explosivos domésticos, esquemas para obtenção ilegal de armamento e orientações sobre técnicas de sabotagem de infraestruturas. Para a apuração, foram mobilizadas equipes especializadas em investigação digital, com análise forense de conversas em canais criptografados.
O caso segue em fase de inquérito, com sequência de diligências para confirmar a extensão da rede de contatos e eventuais responsabilidades penais adicionais. A operação, coordenada entre regiões — Abruzzo, Emilia-Romagna, Umbria e Toscana —, reafirma a vigilância das forças de segurança sobre canais online que difundem ideologias de ódio e instruções para ações violentas.
Relato seco, sem sensacionalismo: os fatos apontam para a existência de um projeto concreto, tecnologia acessível e admiração explícita por atentados anteriores. A investigação prossegue com prioridades claras: prevenção de risco iminente, proteção de potenciais alvos e identificação de todos os envolvidos.