Caso Minetti: massagista uruguaiana ritrata-se em declaração juramentada; Il Fatto anuncia divulgação das conversas
Massagista uruguaiana ritrata-se por declaração juramentada; Il Fatto diz que publicará conversas e documentos encaminhados à Procuradoria de Milão.
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Caso Minetti: massagista uruguaiana ritrata-se em declaração juramentada; Il Fatto anuncia divulgação das conversas
Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes revelam nova reviravolta no caso relacionado à ex-assessora Nicole Minetti. Gabriela Mabel De Los Santos, a massagista uruguaiana que havia declarado ser testemunha de supostos encontros no rancho de Punta del Este pertencente a Giuseppe Cipriani e à própria Nicole Minetti, apresentou junto a um notário no Uruguai uma declaração juramentada em que revisa seu depoimento e afirma não saber sobre os acontecimentos na propriedade.
Segundo reportagens do Corriere della Sera e de La Repubblica, o documento formal foi encaminhado à Procuradoria Geral de Milão quando a instrução já estava concluída. Entre a tarde de sexta-feira e a manhã seguinte, as declarações de Graciela — nome pelo qual a massagista é citada nas matérias — foram enviadas do Uruguai às autoridades milanesas e tiveram ciência no Quirinale.
Em resposta às publicações concorrentes, o diário Il Fatto Quotidiano divulgou nota informando que, além de contestar a narrativa de retratação, pretende tornar públicas as conversas mantidas com a testemunha. "Prossimamente publicheremo il contenuto testuale delle conversazioni avute con Graciela Mabel De Los Santos", anuncia o jornal em seu portal.
O Il Fatto afirma que, inicialmente, Graciela havia autorizado a publicação da entrevista e do seu nome. No dia 11 de maio, quando a edição do jornal já estava em gráfica, ela teria solicitado apenas pequenas alterações e confirmado a autorização para que se escrevesse que "Nicole non aveva cambiato vita". Posteriormente, segundo o periódico, a testemunha passou a demonstrar temor e pediu que a atenção fosse direcionada para as alegações de assédio sexual atribuídas a Cipriani.
O histórico das comunicações públicas é reconstituído pelo próprio Il Fatto: em 12 de maio, o Corriere della Sera publicou uma reportagem intitulada "Il fortino di Graciela" na qual a entrevistada dizia "Là dentro ho visto tutto, ho paura e vivo nascosta" e afirmava estar disposta a depor no inquérito sobre o perdão. Em 13 de maio, a emissora televisiva Sin Piedad reiterou a intenção de depoimento. No dia 14, a agência Ansa chegou a noticiar que "non serve sentire la testimone su Minetti, non c'è riscontro sulle sue parole". Desde então, de acordo com o jornal, Graciela teria encerrado as comunicações com os repórteres.
Os documentos notariais e a transcrição das conversas reivindicadas por Il Fatto passam a ser peças centrais para a verificação dos fatos brutos: se publicadas, permitirão o confronto direto entre as versões e o exame das autorizações de publicação. A transferência desses elementos à Procuradoria milanesa e ao Quirinale indica a sensibilidade institucional do material recebido e sua possível relevância para procedimentos já finalizados.
Esta redação prossegue com o cruzamento de fontes e a checagem dos documentos disponíveis. A realidade traduzida para o leitor é simples: há uma alteração formal na versão de uma testemunha-chave, uma reivindicação editorial de divulgação de conteúdos por parte de Il Fatto e protocolo de remessa de peças processuais às instituições competentes. Seguiremos a evolução com atualizações estritas aos fatos.