Creare Futuro: formação e competências para fortalecer o Made in Italy de food, fashion e furniture

Fórum 'Creare futuro' destaca formação e competências para fortalecer o Made in Italy em food, fashion e furniture; dados e propostas práticas.

Creare Futuro: formação e competências para fortalecer o Made in Italy de food, fashion e furniture

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Creare Futuro: formação e competências para fortalecer o Made in Italy de food, fashion e furniture

Em apuração in loco na Sala del Parlamentino do MIMIT, realizou-se hoje a segunda edição do fórum Creare futuro, organizada em ocasião da Giornata nazionale del Made in Italy. O encontro, centrado no tema Competências e formação para o Made in Italy de amanhã, contou com o intervento do vice-ministro das Imprese e do Made in Italy, Valentino Valentini, e foi promovido pelos presidentes dos Gruppi di Giovani Imprenditori de Confindustria acessórios de moda, Federalimentare e FederlegnoArredo.

As três áreas referenciadas no evento — food, fashion e furniture — são tratadas como pilares estratégicos do sistema produtivo nacional e, segundo os organizadores, contribuem com seu know-how industrial para cerca de 20% do valor industrial do país. A edição deste ano, sequência do evento inaugural de 2025, reforçou o diálogo entre empresas, instituições e o mundo da formação, abordando temas centrais como inovação, transição digital, qualidade produtiva e competitividade internacional.

O debate partiu de um dado objetivo: no horizonte 2025-2029 as empresas italianas deverão contratar entre 3,3 e 3,7 milhões de trabalhadores, conforme projeções do sistema informativo Excelsior coordenado por Unioncamere em parceria com o Ministério do Trabalho e das Políticas Sociais. Traduzido em demanda anual, isso representa cerca de 247-268 mil profissionais com diploma universitário ou diploma de ITS Academy, 185-216 mil diplomados do ensino secundário técnico-profissional ou liceal e aproximadamente 125-126 mil com qualificação de formação profissional.

O cruzamento de fontes e os fatos brutos apresentados no fórum indicam uma lacuna persistente: empresas demandam perfis técnicos com frequência, mas enfrentam dificuldade para encontrá-los. As análises compartilhadas por Umana, parceiro da iniciativa, apontam que modelos de integração entre formação e trabalho, como o sistema duale, e cursos especializados como os ITS representam respostas eficazes. Os ITS exibem índices de placement que chegam a 90% um ano após a conclusão, embora ainda não sejam suficientes para eliminar por completo o gap do mercado.

Valentino Valentini sintetizou a linha institucional do encontro com uma afirmação direta: o Made in Italy não é uma celebração — é uma missão. Para o vice-ministro, as novas gerações não aguardam oportunidades; elas as constroem, atuando como ponte entre empresas, instituições e ensino e assumindo papel motor no desenvolvimento estratégico do país.

Do ponto de vista prático, o fórum reforçou propostas e urgências: intensificar a cooperação entre escolas técnicas, ITS e empresas; ampliar programas de formação duale; acelerar iniciativas de upskilling e reskilling em tecnologias digitais; e monitorar com métricas claras a inserção laboral dos formados. A narrativa foi mantida no registro dos fatos: diagnóstico, números e propostas, sem romantização.

Em suma, a segunda edição de Creare futuro consolidou uma mensagem técnica ao setor público e privado: para preservar e reforçar a competitividade internacional do Made in Italy é imprescindível investir em competências e em sistemas de formação que respondam com agilidade ao mercado. O desafio, nas palavras dos organizadores, é transformar a capacidade produtiva histórica em vantagem competitiva sustentável através da formação dos talentos de amanhã.

Giulliano Martini, correspondente da Espresso Italia. Reportagem com cruzamento de fontes institucionais e dados oficiais.