Dados ISTAT: Paolo Capone (UGL) vê sinais positivos no emprego e pede reforço de políticas ativas e formação

Paolo Capone (UGL) avalia dados ISTAT do 1º trimestre de 2026 como positivos e pede reforço de políticas ativas, formação e negociação coletiva.

Dados ISTAT: Paolo Capone (UGL) vê sinais positivos no emprego e pede reforço de políticas ativas e formação

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Dados ISTAT: Paolo Capone (UGL) vê sinais positivos no emprego e pede reforço de políticas ativas e formação

Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes: os últimos números do ISTAT sobre o mercado de trabalho no 1º trimestre de 2026 apontam para uma mudança de tendência que merece atenção técnica. Segundo a agência estatística, os ocupados chegaram a 24.207.000, com aumento de 67.000 em relação ao trimestre anterior e de 50.000 em doze meses; a taxa de desemprego recuou para 5,3% e houve queda dos inativos em abril.

Em declaração oficial, o secretário-geral da UGL, Paolo Capone, classificou os números como “sinais encorajadores” e atribuiu parte do resultado às medidas de governo recentemente implementadas. Capone defende a continuidade de um roteiro que privilegie o corte do custo do trabalho, o reforço das políticas ativas de emprego e maior capacidade de <>cruzar demanda e oferta no mercado.

O dirigente sindical ressaltou a importância de instrumentos específicos, citando o Piano Transizione 5.0 entre outras iniciativas de estímulo. Outro ponto destacado por Capone foi a necessidade de fortalecer a contratação coletiva para definir um salário justo, além de manter mecanismos de isenção contributiva voltados a jovens, mulheres e trabalhadores das áreas abrangidas pela ZES no Mezzogiorno.

Na visão do líder da UGL, investir em setores estratégicos que conduzem as transições digital e energética é essencial. Para isso, defende-se o aumento de competências em áreas STEM e a promoção de programas estruturados de educação contínua e requalificação profissional, capazes de acompanhar empresas e trabalhadores nas transformações produtivas em curso.

Capone avaliou que o país dispõe de condições para consolidar o percurso positivo observado, desde que se mantenha o foco na criação de emprego de qualidade, na valorização do capital humano e no fortalecimento da competitividade do sistema produtivo.

Ao mesmo tempo, a nota do secretário-geral expressa preocupação com a decisão do BCE (Banco Central Europeu) de elevar o custo do dinheiro. Segundo ele, a medida terá impacto negativo no poder de compra de famílias e trabalhadores. Capone alinhou-se à crítica do ministro Giorgetti, afirmando que a alta dos juros não parece a direção correta, especialmente diante das tensões internacionais atuais e das limitações do mandato do BCE, predominantemente focado na estabilidade de preços.

Em síntese, o posicionamento da UGL combina avaliação técnica dos dados do ISTAT com propostas concretas: reduzir encargos, reforçar políticas ativas, consolidar a negociação coletiva e acelerar programas de formação e reconversão profissional. A entidade alerta, contudo, para o efeito potencialmente recessivo de políticas monetárias mais apertadas, num quadro internacional ainda volátil.

Esta nota foi produzida com abordagem de reportagem pura: fatos verificados, citações oficiais e leitura crítica das medidas econômicas com impacto direto sobre o mercado de trabalho.