Smart Road: Milano Serravalle aponta novo paradigma para a mobilidade nas tangenziais da Lombardia

Cassetta (Milano Serravalle): Smart Road é o novo paradigma para tornar tangenziais da Lombardia mais seguras e conectadas.

Smart Road: Milano Serravalle aponta novo paradigma para a mobilidade nas tangenziais da Lombardia

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Smart Road: Milano Serravalle aponta novo paradigma para a mobilidade nas tangenziais da Lombardia

Milão, 13 de maio de 2026 – Em discurso proferido no congresso 'Stati generali delle ingegnerie – Innovazioni per un futuro comune', realizado no Acquario Civico de Milão, Ivo Roberto Cassetta, CEO da Milano Serravalle - Milano Tangenziali, apresentou a Smart Road como o novo paradigma das infraestruturas viárias. A declaração foi feita diante de técnicos, engenheiros e representantes institucionais, em um momento de convergência entre tecnologia, planejamento urbano e operação rodoviária.

Segundo Cassetta, a mobilidade do futuro não será definida exclusivamente pelo avanço do digital ou da inteligência artificial, mas pela capacidade de transformar as infraestruturas em sistemas inteligentes, dinâmicos e conectados. "A Smart Road representa esse salto: uma infraestrutura capaz de dialogar em tempo real com veículos e usuários, coletando dados por meio de sensores, câmeras e tecnologias emergentes para aprimorar a segurança, a fluidez do tráfego e a manutenção preditiva", explicou o executivo.

O posicionamento ganha relevância prática na Lombardia, onde, de acordo com a operadora, mais de 500 mil veículos circulam diariamente pelas tangenciais que contornam a região metropolitana de Milão. Para Cassetta, modernizar essas vias é essencial para torná-las mais eficientes, sustentáveis e capazes de responder de forma imediata às demandas da circulação urbana e metropolitana.

Do ponto de vista técnico, a proposta de Smart Road envolve integração de sistemas de monitoramento contínuo, plataformas de análise de dados em tempo real e protocolos de comunicação veículo-infraestrutura (V2I). Esses elementos possibilitam intervenções operacionais mais rápidas — como alteração de limites, gestão de rotas alternativas e detecção precoce de incidentes — e apoiam estratégias de manutenção baseadas em condição, reduzindo riscos e custos operacionais.

Na prática, a implantação desse modelo requer investimentos coordenados entre concessionárias, autoridades públicas e fornecedores de tecnologia, além de um arcabouço regulatório que acolha a coleta de dados e garanta interoperabilidade entre sistemas. Cassetta destacou a necessidade de políticas públicas alinhadas e de um diálogo aberto com as comunidades afetadas, para que a inovação não se limite ao aspecto técnico, mas gere benefícios concretos à segurança viária e à qualidade de vida.

Como correspondente com longa experiência na Itália, faço um raio-x do cenário: a proposta de Milano Serravalle insere-se em um movimento europeu mais amplo de digitalização das infraestruturas, mas enfrenta desafios práticos — financiamento, padronização e integração entre operadores. O anúncio no Acquario Civico reafirma a prioridade estratégica do tema para a região, onde o volume de tráfego exige soluções que transcendem iniciativas isoladas.

Em síntese, a mensagem de Cassetta traduz uma visão técnica e operacional: a Smart Road não é apenas tecnologia incorporada ao asfalto; é um sistema de gestão da mobilidade que combina dados, automação e governança para tornar as vias mais seguras e resilientes. A implementação, contudo, dependerá de um plano coordenado que una setor público, concessionárias e indústria tecnológica.

Apuração in loco e cruzamento de fontes: reportagem assinada por Giulliano Martini, correspondente da Espresso Italia, com base na intervenção de Ivo Roberto Cassetta no evento em Milão.