Furto no Museu Accascina: três painéis de Antonello da Messina levados durante a noite

Furto noturno no Museu Accascina: três tábuas do Polittico di San Gregorio e a Tavoletta Bifronte de Antonello da Messina foram levadas.

Furto no Museu Accascina: três painéis de Antonello da Messina levados durante a noite

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Furto no Museu Accascina: três painéis de Antonello da Messina levados durante a noite

Por Giulliano Martini

Um furto durante a madrugada atingiu o Museu Accascina, em Messina. Segundo apuração preliminar, ladrões entraram nas instalações e subtraíram peças assinadas por Antonello da Messina, entre elas três das cinco tábuas que compõem o Polittico di San Gregorio.

Fontes no local informaram que as equipes de segurança do museu foram acionadas ao perceber o arrombamento. As forças da ordem chegaram ao museu nas primeiras horas após a detecção do crime. Durante a fuga, os autores abandonaram duas das cinco tábuas do políptico, que permaneceram no interior do prédio.

Além do políptico, os assaltantes conseguiram retirar a chamada Tavoletta Bifronte, uma obra de dimensões muito reduzidas — apenas 16 x 12 cm — que retrata, em faces opostas, a Madonna e o Cristo in pietà. A peça estava guardada dentro de uma teca blindada, o que ressalta a audácia e a especialização do crime.

O Polittico di San Gregorio, datado de 1473, foi encomendado originalmente para a igreja do convento de Santa Maria extra moenia, conhecida também como igreja de San Gregorio. Do conjunto original, sobreviveram cinco tábuas distribuídas em dois registros; três delas agora constam como desaparecidas.

Em resposta imediata ao ocorrido, a direção do museu anunciou o fechamento temporário ao público para permitir a perícia técnica e as investigações. Peritos forenses já trabalham na cena para coletar impressões, imagens de vigilância e quaisquer vestígios que possam indicar a rota de fuga e a possível destinação das peças. Equipes policiais coordenam buscas e contatos com institutos de arte e galerias, alertando sobre as obras roubadas.

Trata-se de um episódio que levanta questões sobre segurança de acervos de pequeno porte e alto valor histórico e artístico. A apreensão de que peças como a Tavoletta Bifronte — de dimensões reduzidas — possam ser removidas mesmo estando em vitrines blindadas aponta para táticas especializadas e planejamento. O episódio também reabre o debate sobre a necessidade de protocolos atualizados para proteção de obras sacras em instituições de província.

As autoridades pedem colaboração da população e do mercado de arte para denunciar qualquer oferta suspeita ou tentativa de comercialização das obras. Catalogações, fotografias e laudos técnicos foram compartilhados com as forças de investigação para facilitar o reconhecimento em caso de circulação.

O museu informou que divulgará um inventário detalhado das peças afetadas assim que o levantamento técnico estiver concluído. Até lá, o público permanece afastado e as investigações seguem em curso.

Notícia em atualização.