Hora legal beneficia crianças: como aproveitar a luz extra para saúde e economia

Com a hora legal, pediatra Italo Farnetani orienta como usar a luz extra: mais ar livre, menos telas, alimentação sem cocção e economia de energia.

Hora legal beneficia crianças: como aproveitar a luz extra para saúde e economia

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Hora legal beneficia crianças: como aproveitar a luz extra para saúde e economia

Entre a noite de sábado, 28, e a madrugada de domingo, 29 de março, os relógios avançam uma hora com a retomada da hora legal. Para as famílias, e em especial para as crianças, essa mudança representa mais do que um ajuste nos horários: é uma janela prática para reduzir o consumo doméstico e reforçar hábitos mais saudáveis apoiados pela luz natural.

As recomendações vêm do pediatra Italo Farnetani, que há anos defende, também em fóruns internacionais, a adoção da hora legal permanente — como forma de proteger os ritmos circadianos dos menores e gerar ganhos ambientais. Em entrevista ao Espresso Italia Salute, Farnetani descreve um conjunto de medidas simples e concretas para transformar a hora extra de sol em economia de energia e bem-estar infantil.

O princípio básico é direto: mais tempo ao ar livre reduz o uso de aparelhos e a exposição a telas. "Quando as crianças passam mais tempo em parques e espaços abertos, e os adolescentes socializam fora de casa, diminui o consumo de eletricidade residencial e o uso de dispositivos eletrônicos", explica o pediatra. Esse efeito, segundo ele, cria um "círculo virtuoso" entre saúde e ambiente.

Na cozinha, Farnetani aponta medidas práticas que combinam nutrição e economia de energia:

  • Prefira massas servidas ao dente — menor tempo de cozimento implica menos gasto elétrico e melhor digestibilidade.
  • Evite ovos cozidos por longos períodos: demandam mais tempo de fervura e são menos digeríveis para crianças.
  • Valorize queijos frescos e outros alimentos que não exigem cocção — recomenda-se consumo de queijo pelo menos três vezes por semana, pela contribuição de cálcio.
  • Desencoraja-se o uso habitual de alimentos pré-cozidos: apesar da conveniência, são mais caros e a procedência dos óleos e processos é muitas vezes questionável.
  • Inclua vegetais crus preferidos pelas crianças — o tomate vermelho, por exemplo, é nutritivo, popular entre os pequenos e dispensa preparo em fogão.

O pediatra também aborda práticas domésticas ligadas à iluminação e ao sono. Para menores que têm medo do escuro, a recomendação é utilizar luzes noturnas de baixo consumo ou LED. Na rotina de sono, a orientação é clara: "nada de telas antes de dormir" — uma medida que protege os ritmos biológicos e favorece noites de maior qualidade.

Do ponto de vista prático e de gestão familiar, Farnetani sugere aproveitar as horas de sol para deslocar atividades ao fim do dia — brincadeiras em parques, jantares leves ao ar livre ou encontros informais entre adolescentes. Além de melhorar a saúde física e mental, essas escolhas transferem parte do consumo energético para espaços públicos e reduzem a pressão sobre os lares nos horários de pico.

Em síntese, a chegada da hora legal oferece uma oportunidade operacional: combinar mais luz natural, menos exposição a telas, escolhas alimentares que privilegiem alimentos crus e sem cocção, e iluminação doméstica eficiente. São medidas de baixo custo, fácil implementação e impacto mensurável — tanto na conta de energia quanto na saúde das crianças. A recomendação final do pediatra é objetiva e testada: transformar a hora a mais de sol em rotina prática, com benefícios imediatos e sustentáveis.

Apuração: entrevista com Italo Farnetani ao Espresso Italia Salute; cruzamento de recomendações pediátricas e de eficiência energética.