Taranto: quatro jovens detidos pelo assassinato do trabalhador maliano Sacko Bakari
Quatro jovens detidos em Taranto pelo assassinato do trabalhador maliano Sacko Bakari; um menor segue foragido. Investigação coordenada por autoridades locais.
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Taranto: quatro jovens detidos pelo assassinato do trabalhador maliano Sacko Bakari
Em apuração in loco e com cruzamento de fontes, a Polícia italiana prendeu em poucas horas quatro jovens apontados como autores do homicídio do trabalhador rural de 35 anos Sacko Bakari, ocorrido em Taranto. A investigação, conduzida pela Squadra Mobile da Questura de Taranto e coordenada pela substituta da procuradora Francesca Paola Ranieri e pela procuradoria do Tribunal para menores de Bari, resultou nos primeiros indiciamentos. Um quinto menor permanece foragido.
Segundo o levantamento de fatos brutos, no sábado anterior a vítima parou na Piazza Fontana, na cidade velha, para tomar um café antes de seguir para o trabalho. Imagens exibidas pelo TG1 mostram Bakari na bicicleta dirigindo-se à praça pouco antes do ataque. Lá ele teria encontrado um grupo de jovens que o cercaram, agrediram e o atacaram com um objeto pontiagudo relatado como uma chave de fenda.
Os peritos constataram que Sacko Bakari foi ferido inicialmente no abdome e atingido, no total, por três golpes entre o tórax e o abdome. As feridas foram fatais. A violência do episódio — descrita por testemunhas e autoridades como próxima ao padrão de uma "arancia meccanica" — chocou a cidade e reacendeu o alerta sobre a atuação de baby gang na região.
Fontes próximas à investigação informaram que entre os quatro detidos há jovens muito jovens, um deles recém maior de idade; o quinto envolvido ainda não localizado é menor. As medidas cautelares foram adotadas após o rápido trabalho de inteligência e levantamento de imagens, depoimentos e vestígios na cena.
Sacko Bakari era natural do Mali e chegou a Taranto em 2022 para reencontrar o irmão, que posteriormente emigrou para a Espanha. Amigos o descrevem como pessoa tranquila e reservada. Trabalhou alguns anos como garçom e, mais recentemente, era empregado como trabalhador rural em Massafra, deslocando-se diariamente de bicicleta a partir da estação local para os campos.
O crime põe em evidência questões sobre segurança pública e sobre a radicalização violenta de grupos jovens. As autoridades locais reforçaram o compromisso com investigação célere e transparente: além dos atos de polícia judiciária, haverá diligências adicionais para identificar eventuais responsabilidades penais de apoio ou conivência.
Este relato segue a linha da reportagem de precisão: só fatos verificados, nenhum ruído interpretativo. A apuração continuará com novos passos processuais e atualizações sobre a condição dos detidos, o paradeiro do menor foragido e os laudos periciais que detalharão a dinâmica do ataque.