Terremoto de magnitude 5,9 sacode Cuba; ilha também enfrenta apagão total e crise energética
Terremoto de magnitude 5,9 atinge Cuba; ilha enfrenta apagão total e crise energética com reinício gradual das centrais termelétricas.
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Terremoto de magnitude 5,9 sacode Cuba; ilha também enfrenta apagão total e crise energética
Relatório técnico do Centro Sismológico Euro‑Mediterrâneo (EMSC) registra um terremoto de magnitude 5,9 com epicentro a 15 km de profundidade, aproximadamente 49 km ao sul-sudoeste de Maisí, no extremo leste de Cuba. Até o momento as autoridades não registraram vítimas nem danos de grande monta, segundo dados oficiais e cruzamento de fontes.
O evento sísmico ocorre em um contexto já marcado por um apagão total que afeta a ilha desde a noite anterior — o terceiro colapso elétrico em poucos meses. O Ministério da Energia cubano descreveu a situação como uma “desconexão completa” do sistema elétrico nacional e informou que equipes técnicas realizam verificações para identificar as causas do colapso. Fontes oficiais ressalvam que, até o momento, não foram detectadas avarias nas unidades geradoras que permaneciam em operação antes da interrupção.
Técnicos trabalham para reiniciar de forma gradual as centrais termelétricas, consideradas fundamentais para a restauração da rede. O processo é descrito como delicado: um sistema enfraquecido apresenta maior risco de novos episódios de falha durante a reenergização. Em partes de Havana o fornecimento voltou apenas para uma parcela da população; hospitais e serviços essenciais foram priorizados nas manobras de religamento.
Ao aprofundar o raio-x da crise, autoridades e analistas apontam para dificuldades no abastecimento de petróleo como fator estrutural: as importações externas diminuíram, os custos de aquisição subiram e a produção interna é insuficiente para suprir a demanda energética. O governo cubano também atribui parte desses problemas às sanções dos EUA, que, segundo Havana, restringem o acesso a recursos e investimentos necessários para a modernização do setor elétrico.
O episódio tem impactos imediatos na rotina da população: alimentos se deterioram sem refrigeração, serviços públicos operam em capacidade reduzida e as condições de vida se tornam mais precárias. Observadores nacionais e internacionais alertam que, sem intervenções estruturais na rede e sem novas fontes de energia, os transtornos tendem a se agravar.
Do ponto de vista da verificação jornalística, a apuração foi baseada em comunicados oficiais, dados do EMSC e entrevistas com fontes técnicas. Mantemos o acompanhamento em tempo real para atualizar qualquer mudança nos números de vítimas, extensão dos danos ou esclarecimentos sobre a possível ligação — ou a ausência dela — entre o terremoto e o apagão. Esta é a realidade traduzida a partir de fatos brutos, com cruzamento de fontes e limpeza de narrativas.
Seguiremos reportando o desenrolar das operações nas centrais termelétricas, a evolução do restabelecimento em Havana e demais províncias, e qualquer declaração adicional do Ministério da Energia ou de organismos internacionais.


