Ballando con le stelle reabre com Milly Carlucci: nova era, novo palco e jurados renovados
Ballando con le stelle reestreia com Milly Carlucci, jurados renovados, novo estúdio e votação via RaiPlay. Conheça as novidades da 21ª edição.
RESUMO ✦
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Ballando con le stelle reabre com Milly Carlucci: nova era, novo palco e jurados renovados
Abre-se o palco para a nova temporada de Ballando con le stelle. A partir de hoje, sábado, 3 de outubro, retorna à Rai1 o dance show apresentado por Milly Carlucci, que chega à sua vigésima primeira edição com uma roupagem visivelmente renovada. Não se trata apenas de frescor estético: a produção aposta num reframe que pretende reposicionar o programa como um espelho do nosso tempo, onde entretenimento e debate público se entrelaçam.
Uma das mudanças mais comentadas é a reformulação da bancada de jurados. Depois de uma década marcando presença e alimentando discussões entre palcos e redes, Selvaggia Lucarelli se despede do programa. Junto a ela, também sai Fabio Canino. Em seus lugares, chegam figuras com forte presença midiática: Barbara d’Urso — cuja participação como concorrente na edição anterior já havia suscitado especulações — e Alberto Matano. Permanecem na bancada a rigorosa Carolyn Smith, o crítico Ivan Zazzaroni e o estilista e jurado de longa data Guillermo Mariotto. Esta remodelação do júri promete deslocar o eixo das críticas para um novo território interpretativo, mais televisivo e, possivelmente, mais polarizado.
Outra novidade estrutural: pela primeira vez, o programa será transmitido ao vivo do estúdio "Pippo Baudo" em Saxa Rubra — uma mudança de cenário que simboliza a passagem para uma nova fase, quase um corte de cena que convida o público a reenquadrar o espetáculo.
Nas fileiras dos que ficam e saem, destaca-se a ausência notável de Paolo Belli. O cantor, que acompanhou Milly Carlucci por anos da Sala delle Stelle e participou na última temporada como concorrente, optou por uma pausa após o acidente de bicicleta em julho. Ele seguirá presente nos bastidores, enquanto o maestro e bailarino Simone Di Pasquale assume temporariamente sua posição ao vivo.
O tesoretto do programa — aquele espaço de atenção simbólica que pode virar crônica social — também foi reinventado. Após anos sob a égide de Alberto Matano, o lugar ganha as vozes de Francesca Fialdini e Simona Ventura, e será partilhado ainda por Rossella Erra, garantindo assim um trio de comentaristas que promete multiplicar ângulos e leituras. Mantêm-se, como tribunos, Rossella Erra, Sara Di Vaira e Matteo Addino, responsáveis por modular a audiência e orientar o veredito público.
Num movimento que moderniza a mecânica do voto, RaiPlay estreia como plataforma de votação online — um marco: é a primeira vez que a emissora permite o voto direto via seu serviço de streaming, somando-se ao tradicional voto nas redes sociais. Assim, o julgamento final volta-se explicitamente ao público de casa, que ganha ferramentas digitais para participar do resultado.
A temporada traz também momentos de curiosidade cultural: a jornalista Federica Sciarelli será a "prima ballerina por uma noite", abrindo uma cena inusitada em que vozes do jornalismo se transvestem em performers temporários, um gesto que reitera como a televisão explora e reconfigura identidades no mesmo movimento.
As duplas participantes incluem nomes conhecidos do entretenimento italiano e figuras que transitam entre mídias — uma galeria de rostos que, como num bom roteiro, convida o espectador a encontrar ecos pessoais e coletivos. Entre as ligas anunciadas estão Aurora Ramazzotti com Nikita Perotti, e outros pares que prometem disputar o carinho do público.
Esta edição de Ballando con le stelle parece construída para ser menos um catálogo de passos e mais um mapa de tendências: cada substituição no júri, cada mudança de estúdio e cada novidade técnica compõem um mosaico que revela o programa como um artefato social em transformação, reflexo das inquietações e desejos do presente.

