Eros Ramazzotti adia turnê após cirurgia nas cordas vocais: shows nas Américas ficam para 2027
Eros Ramazzotti passa por cirurgia nas cordas vocais; turnê nas Américas é adiada para 2027 enquanto ele faz reabilitação vocal.
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Eros Ramazzotti adia turnê após cirurgia nas cordas vocais: shows nas Américas ficam para 2027
Por Chiara Lombardi — Em uma virada inesperada para os fãs e para o roteiro do espetáculo, Eros Ramazzotti anunciou que foi submetido a uma operação nas cordas vocais e que precisará dedicar os próximos meses à riabilitação. A notícia chegou em uma sequência de Stories no Instagram, nos três idiomas do artista — italiano, espanhol e inglês — e confirmou o adiamento das datas previstas nos Estados Unidos e na América Latina, que agora ficam remarcadas para 2027.
“L'intervento alle corde vocali è andato bene. Vi ringrazio tutti per i messaggi di affetto e vicinanza che mi avete inviato”, escreveu Ramazzotti, acrescentando que o programa de recuperação prescrito pelo médico não permitirá que ele esteja pronto para as provas e a partida para as datas nas Américas. “Ci incontreremo più forti e uniti di prima”. A objetividade da mensagem contrasta com o drama íntimo de um cantor diante de um órgão tão frágil quanto determinante: as cordas vocais são, afinal, o palco primeiro do intérprete.
O episódio ecoa um precedente: em maio de 2019, Eros já tivera de interromper temporariamente o tour mundial Di vita ce n'è para a mesma intervenção, motivada por um espessamento das cordas vocais. A repetição do problema ressignifica a carreira em turnê como um roteiro que precisa ser reescrito, um exemplo de como a vida artística se entrelaça com limites biológicos e com a gestão do corpo em trânsito constante.
O anúncio surpreendeu porque os preparativos para o Uma Storia Importante World Tour estavam em andamento havia semanas. Ramazzotti havia concluído a fase europeia há cerca de dois meses, entre 11 de fevereiro e 27 de junho de 2026, lotando arenas e estádios em cidades como Paris, Strasbourg, Bruxelas, Munique, Oslo, Frankfurt, Praga, Barcelona, Madrid e — na Itália — San Siro (Milão), Diego Armando Maradona (Nápoles), Olímpico (Roma) e Allianz Stadium (Turim).
A sequência prevista previa, após curta pausa, a partida para o Canadá: a estreia norte-americana estava marcada para 16 de outubro em Toronto, seguida por Boston, Nova York, Chicago, Miami e Los Angeles. Depois, a rota seguiria para a América Latina — México, Colômbia, Chile, Peru, Argentina, Brasil e Costa Rica. Agora, essas paradas foram transferidas: o retorno ao palco está agendado para 1º de abril de 2027, em Luxemburgo, com a retomada por Bélgica, Alemanha, Suíça, França e Espanha, volta à Itália em maio e encerramento da parte europeia em 25 de maio, em Viena.
Os shows reagendados nas Américas acontecerão entre 24 de setembro de 2027, em Toronto (Coca Cola Coliseum), e 9 de novembro de 2027, em São Paulo. O adiamento impõe aos fãs a espera, mas também sugere um cuidado maior com a preservação da voz como instrumento vivo. Em termos culturais, é uma pausa que funciona como um espelho: o espetáculo retoma-se depois de uma pausa clínica, reforçando a ideia de que a turnê é tanto um fenômeno de massa quanto um exercício de resistência física e poética.
Com elegância e franqueza, Eros comunicou a necessidade de silêncio técnico para poder voltar com força total — uma promessa que, como um bom roteiro, deixa espaço para o reencontro emocional entre artista e público. Até lá, resta-nos aguardar o retorno do artista que, ao som de sua própria história, continua a ser um dos refletores do pop italiano no cenário global.

