Groupama e FAI: parceria amplia proteção dos territórios entre patrimônio e prevenção
Groupama amplia parceria com o FAI para proteger patrimônios, comunidades e empresas, reforçando prevenção, proximidade e resiliência nos territórios.
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Groupama e FAI: parceria amplia proteção dos territórios entre patrimônio e prevenção
Groupama renova seu compromisso com o cuidado dos lugares que contam a nossa história. Em Roma, durante a apresentação das Giornate FAI d'Autunno — agendadas para 10 e 11 de outubro de 2026 — Philippe-Henri Burlisson, CEO e diretor-geral da Groupama Assicurazioni, explicou por que a aliança com o FAI é mais do que patrocínio: é uma visão conjunta de proteção.
"A parceria com o FAI cresceu ao longo do tempo e se funda em um propósito comum: a proteção", disse Burlisson. "O FAI protege o patrimônio artístico e cultural; nós protegemos cidadãos, comunidades e empresas". A declaração de Burlisson desenha um paralelo claro entre a tutela dos bens culturais e a segurança cotidiana, como se o cuidado com a memória coletiva exigisse também uma rede de prevenção ao redor da vida civil.
Presente na cena cultural desde 2011 como Golden Donor do FAI, a Groupama passou a apoiar as Giornate d'Autunno desde 2023 e, em 2026, reforça essa presença pelo quarto ano consecutivo. "Ser próximos dos territórios significa proximidade, estar ao lado dos lugares e das pessoas que os habitam", afirmou o executivo. A frase ressoa como um mantra: proximidade não é apenas presença física, mas responsabilidade contínua.
Na Itália, os números traduzem essa responsabilidade em fatos: a seguradora cobre mais de 300 entes públicos — entre municípios e províncias — incluindo o seu patrimônio imobiliário de valor histórico e artístico. Em termos de proteção pessoal e empresarial, a companhia assegura mais de 1 milhão de pessoas em suas necessidades cotidianas e cerca de 200 mil empresas, que empregam mais de 1,6 milhão de trabalhadores.
“Para as empresas, nosso papel é garantir resiliência e continuidade, ajudando a recompor o tecido produtivo quando ele é danificado”, acrescentou Burlisson. O dado mais recente citado foi robusto: só em 2025, a Groupama indenizou 15 mil sinistros relacionados a eventos atmosféricos, incêndios e outros danos — uma contabilidade que revela o peso crescente dos riscos climáticos e a função reparadora do seguro.
Mas a proteção, segundo Burlisson, também passa pelo contato humano: a seguradora mantém uma rede de mais de 750 agentes em todo o país. Em um cenário de grande incerteza política, econômica e ambiental, a empresa assume um papel que ultrapassa o de operador econômico: ser um porta-voz da segurança, um embaixador da prevenção e, sobretudo, um guardião da beleza.
Nesta leitura, a parceria com o FAI funciona como um espelho do nosso tempo: não apenas um gesto filantrópico, mas um reframe da realidade onde proteção cultural e proteção social se entrelaçam. A aliança ilustra um roteiro oculto da sociedade contemporânea, em que proteger memórias e proteger vidas são capítulos da mesma narrativa.
Como analista cultural, vejo nesta conversa entre seguro e patrimônio a confirmação de que o entretenimento, a memória e a economia são elementos complementares do mesmo cenário de transformação. Quando se fala em proteger, fala-se também em projetar o futuro de um território — e isso, por sua vez, revela muito sobre as prioridades de uma sociedade.

