Stefano De Martino faz 37 anos: do bailarino de Torre del Greco ao 'golden boy' da Rai rumo a Sanremo 2027
Stefano De Martino completa 37 anos e se prepara para comandar Sanremo 2027, com imersão musical em Los Angeles e nova 'serata Performance'.
RESUMO ✦
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Stefano De Martino faz 37 anos: do bailarino de Torre del Greco ao 'golden boy' da Rai rumo a Sanremo 2027
Hoje, 3 de outubro, Stefano De Martino completa 37 anos — e a celebração tem um sabor diferente do costumeiro: não se trata apenas do aniversário de um rosto conhecido, mas do marco de uma trajetória que transforma disciplina em identidade televisiva. O rapaz que saiu de Torre del Greco deixou para trás a etiqueta de “ex-bailarino de Amici” ou de “ex-marido de” e consolidou-se como um apresentador que imprime estilo próprio à televisão italiana. É essa evolução que justifica a investidura mais comentada: escolhido pela Rai para comandar o Festival di Sanremo 2027.
As redes sociais reagiram com a previsível mistura de surpresa e ceticismo — “mas o que ele sabe de música?” foi uma pergunta repetida. A resposta de De Martino está longe do argumento de autoridade: sua aposta é outra, mais parecida com um trabalho de preparação metódica e quase cirúrgica. A carreira do apresentador sempre foi marcada por um percurso de estudo intenso, onde cada salto profissional foi precedido por imersão e treino. Isso se reflete nas escolhas já anunciadas para o seu Sanremo.
Em agosto, Stefano optou por se afastar do burburinho italiano e passou o mês em Los Angeles — não numa fuga estival, mas em busca de imersão musical. Das colinas de Hollywood Hills aos estúdios frequentados por nomes internacionais, ele trabalhou ao lado do consultor musical Fabrizio Ferraguzzo, figura com trânsito no circuito dos Grammy. Ali, De Martino não estudou apenas repertórios: ele estudou a arquitetura do festival, a lógica das noites, a dramaturgia sonora que pode transformar uma canção em símbolo cultural.
O primeiro sinal concreto do seu método foi a mudança de regulamento: a introdução de uma “serata Performance” pensada para valorizar a componente ao vivo e espetacular do concurso, com impacto direto na seleção do representante italiano para o Eurovision Song Contest. É uma proposta que diz muito sobre a ambição de De Martino: preservar a tradição sem tratar a tradição como fetiche — antes, uma tentativa de releitura, um reframe que coloca o palco como espelho de um tempo em mutação.
Nascido em 1989, De Martino converteu a disciplina da dança em domínio sobre a cena. O verdadeiro trampolim foi a bolsa de estudos ao Broadway Dance Center de Nova York, em 2007, onde se formou em técnicas de dança moderna e contemporânea e trabalhou com a coreógrafa Macia Del Prete na Oltre Dance Company. De volta à Itália, a participação em Amici lhe deu visibilidade; o que veio depois foi um lento processo de construção: apresentações, programas, noites de televisão e uma aprendizagem contínua sobre como operar o espetáculo como dispositivo cultural.
O roteiro oculto dessa carreira revela algo maior que a biografia de um apresentador: mostra como o entretenimento contemporâneo se torna campo de experimentação social — uma semiótica do viral que exige tanto técnica quanto sensibilidade. Stefano De Martino chega aos 37 com a experiência de quem transformou estudo em método e método em projeto público. E, se o Sanremo for o palco onde escreverá o próximo capítulo, podemos esperar um festival pensado como performance e como espelho do nosso tempo.
Feliz aniversário, Stefano — que a vela soprada no bolo seja também um sopro sobre o velho roteiro, reescrevendo cenas e expandindo o que a canção italiana pode significar para uma audiência global.

