Paz, inclusão e transição verde: as chaves do Salone della CSR 2026 para ir além

Salone della CSR 2026: paz, inclusão e transição verde se destacam em Milão com 6.500 participantes e soluções práticas para sustentabilidade.

Paz, inclusão e transição verde: as chaves do Salone della CSR 2026 para ir além

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Paz, inclusão e transição verde: as chaves do Salone della CSR 2026 para ir além

Fechou com números expressivos a 14ª edição do Salone della CSR e da inovação social, que reuniu em três dias de debates e trocas a essência de uma agenda voltada para soluções. Nos ambientes da Università Bocconi, em Milão, o evento sob o fio condutor “Andare oltre” registrou cerca de 6.500 participantes, com a presença de 254 empresas e organizações, 546 palestrantes e 120 atividades.

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Os números, contudo, servem apenas como métrica de escala. O real motor do encontro foi a circulação de ideias e a demonstração concreta de práticas que funcionam. Rossella Sobrero, fundadora da Koinètica e promotora do Salone, traçou um balanço: “Foram amplamente abordadas tanto as questões sociais quanto as ambientais. Em várias ocasiões emergiram relatos de experiências positivas. O Salone não busca um otimismo vazio: apresenta soluções existentes que precisam ser conhecidas e apoiadas para acelerar a inovação”.

No leque de temas, três entraram com destaque e coerência: paz, inclusão e transição verde. A discussão sobre inclusão extrapolou o jargão de Diversity & Inclusion para enfatizar não só a paridade, mas o respeito às opiniões divergentes e a escuta efetiva — das partes interessadas e, primordialmente, dos próprios colaboradores. Esse é um ajuste fino do capital humano, similar à calibragem de suspensão que torna um veículo mais seguro e eficiente.

Sobre a transição energética, o diagnóstico foi claro: há tanto dificuldades quanto oportunidades. “Existe também um ‘não ir além’ — ou seja, ultrapassar limites que já estão sendo excedidos nos ecossistemas”, alertou Sobrero. A necessidade é de equilíbrio e de políticas que sustentem uma transição que, por ora, caminha a passos irregulares. No que toca ao clima, o consenso é que a negação acabou; o problema é a baixa intensidade de implementação — as soluções existem e carecem de suporte decidido.

Uma escolha estratégica do programa foi inserir um painel sobre paz. Para Sobrero, empresas têm papel direto na construção de uma cultura de paz: “Não é tema exclusivo das grandes instituições. A microeconomia é feita por empresas. Passamos metade da vida no trabalho; se ali predomina uma cultura de paz, isso reverbera na família e na sociedade”. Em termos práticos, reduzir conflitos e promover diálogo nas organizações é investimento em capital social.

Como estrategista, vejo o Salone como uma bancada de testes para a economia sustentável: ele afia a agenda pública e privada, alinhando “peças” diversas — empresas, ONGs e instituições acadêmicas — para que o motor da mudança ganhe torque e mantenha a rota. A próxima etapa é transformar propostas em instrumentos de governança que acelerem a adoção em larga escala.

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