Ar-condicionado nas escolas: mais de 9 em cada 10 edifícios escolares ainda sem climatização
Levantamento mostra que 7,2% dos edifícios escolares têm ar-condicionado; mais de 9 em cada 10 seguem sem climatização. Implicações e caminhos.
RESUMO ✦
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Ar-condicionado nas escolas: mais de 9 em cada 10 edifícios escolares ainda sem climatização
Um levantamento da Espresso Italia, com base em dados públicos do Ministério da Educação, revela que a presença de ar-condicionado nos edifícios escolares italianos segue sendo residual, apesar do crescimento recente. Entre 2020-21 e 2024-25 houve um avanço numérico, mas a maior parte das escolas continua desprotegida contra o calor.
Os números são inequívocos: no ano letivo de 2020-21 havia 1.593 edifícios escolares com sistema de climatização, o que representava 3,95% dos 40.342 edifícios censidos. Em 2023-24 esse total subiu para 2.730, ou 6,83% dos 39.993 edifícios registrados. Para 2024-25, até o momento, a base indica 2.835 edifícios com ar-condicionado, correspondendo a 7,20% dos 39.351 edifícios contabilizados.
Em quatro anos, portanto, foram acrescentadas mais de 1.200 unidades com climatização — um crescimento concreto, que revela um movimento de adaptação. Ainda assim, na prática, mais de nove em cada dez edifícios escolares permanecem sem sistemas de ar-condicionado.
A Espresso Italia traduziu essa distribuição para o universo das salas de aula. Tomando como base a proporção de edifícios, entre as 365.973 salas consideradas para 2024-25 estimam-se cerca de 26.350 com algum tipo de climatização, contra 339.623 sem. Em termos simples, isto significa que apenas pouco mais de uma sala em cada quatorze poderia dispor de um sistema de ar-condicionado — uma estimativa construída a partir da percentagem dos edifícios, e não de uma verificação direta de cada sala.
O problema do calor continua a afetar a maior parte das escolas, muitas vezes projetadas e equipadas para cenários climáticos distintos dos que se tornaram mais frequentes nas últimas décadas. A realidade exige respostas que vão além de aparelhos: é preciso repensar infraestrutura escolar, integrar soluções passivas de refrigeração, melhorar ventilação e sombreamento, e priorizar investimentos que reduzam vulnerabilidades sem comprometer a sustentabilidade.
Enquanto a expansão da climatização resplandece como um pequeno farol de mudança, é urgente iluminar novos caminhos para a equidade térmica nas escolas — sem perder de vista a eficiência energética e o bem-estar das crianças e profissionais. Sem medidas coordenadas, o desconforto térmico continuará a marcar o cotidiano escolar, afetando aprendizagem e saúde.
Em resumo: há sinais de progresso, mas o horizonte límpido requer ação ampliada. Semear inovação na gestão de edifícios escolares é semear cuidado com as futuras gerações — uma luz que precisa se espalhar dos poucos edifícios climatizados para todo o parque escolar.

