Maturidade: ansiedade do exame alcança níveis críticos em 1 em cada 2 estudantes

Estudo com 1.000 maturandos mostra ansiedade e dependências em níveis críticos: 1 em 2 estudantes sofre com estresse e mudanças em sono, alimentação e uso de substâncias.

Maturidade: ansiedade do exame alcança níveis críticos em 1 em cada 2 estudantes

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Maturidade: ansiedade do exame alcança níveis críticos em 1 em cada 2 estudantes

O exame de maturidade representa um rito de passagem marcante para muitos jovens — um farol que promete abrir novos caminhos, mas que para metade dos candidatos se transforma numa sombra de apreensão. Pesquisa com 1.000 maturandos, conduzida pelo portal Skuola.net em parceria com os psicólogos da Associação Nacional Di.Te. e analisada pela Espresso Italia, revela um quadro de ansiedade e estresse em patamares preocupantes.

Segundo o levantamento, 65% dos estudantes costumam sentir com frequência a sensação de não estar preparado para o exame, enquanto 57% definem o nível de estresse como claramente elevado. A autocrítica implacável surge como o principal fator de pressão para 67% dos entrevistados, acompanhada por um crescente sentimento de solidão: seis em cada dez jovens relatam dificuldade em encontrar alguém com quem conversar nos momentos de desconforto, e apenas 38% afirmam sempre ter alguém para trocar impressões.

Esse turbilhão psicológico não se limita ao mundo das ideias — 83% percebem um agravamento do estado emocional e 74% apontam piora na saúde física. Os ritmos biológicos sofrem séries interrupções: 48% alteraram de forma drástica a relação com a alimentação, sendo 27% que comem muito mais por fome nervosa e 21% que sentem o estômago fechado. O sono também é afetado: quase dois em cada três veem seus biorritmos alterados, dormindo menos do habitual (42%) ou muito mais (17%).

Para suportar as maratonas de estudo, a maioria recorre a atalhos químicos e comportamentais. O uso de cafeína e bebidas energéticas aumentou para 47% dos alunos, muitas vezes em combinação com horas extra de tela. A exigência de uma dose maior de dopamina proporcionada por smartphones e redes sociais aparece como um sintoma claro das pressões contemporâneas. Preocupam também os comportamentos mais extremos: entre os fumantes habituais — cerca de um terço da amostra — 51% aumentaram o consumo de nicotina e derivados; e 47% dos consumidores habituais de medicamentos ou suplementos relatam incremento no uso de substâncias para melhorar o desempenho físico e mental.

Esses números acendem um alerta sobre dependências e desequilíbrios que vão além do período de provas. Como curadora de progresso da Espresso Italia, vejo esse cenário como um convite a iluminar caminhos de cuidado coletivo: escolas, famílias e serviços de saúde mental precisam semear soluções concretas — desde espaços para diálogo até estratégias de higiene do sono, alimentação equilibrada e uso consciente da tecnologia — para transformar essa ansiedade em oportunidade de crescimento e resiliência.

O desafio é grande, mas também é uma chance para cultivar valores que perduram. Ao revelar esses dados, apontamos não só o problema, mas também a possibilidade de construir um horizonte límpido para os jovens, onde o exame seja apenas um degrau numa trajetória de bem-estar e realização.