Ballando con le Stelle 2026: Milly Carlucci abre a "nova era" do baile da TV italiana
Ballando con le Stelle 2026 estreia em 3/10: Milly Carlucci anuncia "nova era" com júri renovado e foco na liberdade dos concorrentes.
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Ballando con le Stelle 2026: Milly Carlucci abre a "nova era" do baile da TV italiana
Sábado, 3 de outubro, ao vivo do novo estúdio Rai em Saxa Rubra, em Roma — batizado em homenagem a Pippo Baudo — retorna Ballando con le Stelle, comandado por Milly Carlucci, que leva ao palco este ano a sua vigésima primeira edição. Milly definiu 2026 como “a primeira de uma nova era”, prometendo uma temporada marcada por liberdade, autenticidade e uma reformulação que toca elenco, júri e a organização do programa.
A espinha dorsal do formato, porém, permanece reconhecível: figuras públicas de universos diversos são postas à prova na pista, aprendem a dançar com profissionais e, a cada semana, disputam a preferência da plateia e dos avaliadores. Como mediadora, autora e alma do formato, Milly Carlucci continua a costurar a narrativa das transformações pessoais e artísticas dos concorrentes — o que faz do programa não apenas entretenimento, mas também um espelho do nosso tempo.
Entre as mudanças mais visíveis está o renovado banco do júri. Permanecem confirmados Carolyn Smith, Guillermo Mariotto e Ivan Zazzaroni. Aos veteranos soma-se oficialmente Alberto Matano, promovido de sua antiga posição na bancada do tesoretto à cadeira dos jurados. A surpresa que já vinha sendo comentada se concretizou com a entrada de Barbara D'Urso ao painel: após ter sido concorrente em 2025 — alcançando o terceiro lugar — ela agora transita do lado julgado para o lado que julga, anunciaram suas redes sociais com a naturalidade de quem conhece bem a pista.
Carolyn Smith mantém seu papel de presidente do júri, referência técnica como bailarina, coreógrafa e professora: a presença que traduz continuidade em meio às alterações estéticas e de formatos. Guillermo Mariotto, estilista e rosto conhecido da televisão, também se afirma como peça de ligação entre passado e presente — foi ele quem, com sua habitual veia performativa, disse que 2026 será “a edição da liberdade”, expressão que reverberou no discurso de Milly. Ivan Zazzaroni, vindo do jornalismo esportivo e já figura histórica do programa, segue integrando o relato crítico da competição.
A movimentação de Alberto Matano altera, por sua vez, a configuração do chamado "tesoretto": a função de comentar e gerir esse mecanismo passa agora a ser dividida por Francesca Fialdini, Simona Ventura e Rossella Erra. A mudança espelha um reframe da realidade do programa — não se trata de ruptura por ruptura, mas de um delicado reposicionamento narrativo e simbólico.
Se o programa segue com a fórmula conhecida, a aposta esta temporada é clara: renovar sem perder identidade. É como recolocar um clássico em cartaz com novos figurinos e uma iluminação que evidencia outras facetas do mesmo texto. Em cena, o espetáculo da dança continua a ser, simultaneamente, entretenimento e um roteiro oculto sobre comportamento, memória e imagem pública — a coreografia que revela mais sobre quem somos do que supomos.
Enquanto o novo estúdio em Saxa Rubra promete cenografia e acústica atualizadas, a pergunta que fica é menos sobre quem pisa melhor na pista e mais sobre que reflexos sociais emergirão desse palco relido: Ballando con le Stelle 2026 quer ser a temporada em que a pista se torna espelho e janela — convite para ser, sem medo, quem se é.

