Eurovision 2026 em Viena: a noite da final na Wiener Stadthalle e os momentos que definem o espetáculo
Cobertura da final do Eurovision Song Contest 2026 em Viena: detalhes da transmissão, apresentações e números de intervalo da noite decisiva.
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Eurovision 2026 em Viena: a noite da final na Wiener Stadthalle e os momentos que definem o espetáculo
Chegou a hora da grande final do Eurovision Song Contest 2026. A noite acontece na Wiener Stadthalle, em Viena, com apresentação de Victoria Swarovski e Michael Ostrowski e transmissão ao vivo pela Rai 1 (em streaming pelo RaiPlay e RaiPlay Sound). Para o público italiano, o comentário em estúdio fica a cargo de Gabriele Corsi e Elettra Lamborghini, enquanto a cobertura em áudio também é oferecida em simulcast pela Rai Radio 2 (visual no canal 202 do sinal digital terrestre), com narração de Diletta Parlangeli e Matteo Osso. A repórter em Viena é Martina Martorano.
Antes da final, às 20h35, a emissora exibiu o especial Anteprima Eurovision, logo após o TG1. Foi uma abertura pensada como um pequeno dossier: retrospectiva dos 20 classificados nas duas semifinais, apresentação dos cinco já garantidos diretamente na final, perfis dos artistas mais esperados, palpites das casas de apostas e conexões com os bastidores da Wiener Stadthalle. Houve também destaque para a performance italiana de Sal Da Vinci, com imagens das provas e entrevistas feitas ao longo da semana eurovisiva.
Na edição de 2026 competem 25 países: os 20 qualificados nas semifinais, os integrantes do chamado Big Five e a delegação anfitriã representada por Cosmó. Entre os momentos mais aguardados está a apresentação de Sal Da Vinci, que sobe ao palco como vigésimo segundo concorrente com a canção Per Sempre Sì.
A abertura da gala reserva um gesto simbólico: o atual vencedor JJ inicia a noite. Após o vídeo VT "The Way Home", que retrata a viagem simbólica da barca de papel usada em sua performance em Basel ao longo dos rios Reno e Danúbio até a Ópera Estatal de Viena, o contra-tenor austríaco entra em cena com uma escolha arrojada — a ária da Rainha da Noite de O Flauto Magico de Mozart — acompanhado ao vivo pela Orquestra Sinfônica da Rádio ORF. Em seguida, interpreta seu hit "Wasted Love" e o novo single "Unknown", acompanhado por 40 bailarinos e 6 artistas aéreos. Essa abertura funciona como um prólogo operístico, um espelho entre tradição e espetáculo pop.
No mesmo bloco integra-se a tradicional Flag Parade das 25 delegações, um momento coreográfico que funciona como o credit roll cultural da noite, lembrando que o Eurovision é um grande mapa de afetos e identidades em movimento.
Os intervalos prometem três números de alto impacto. O primeiro, intitulado "Celebration!", é um medley que celebra os 70 anos do ESC: oito ex-concorrentes — Erika Vikman, Lordi, Alexander Rybak, Kristian Kostov, Max Mutzke, Miriana Conte, Ruslana e Verka Serduchka — reimaginam clássicos do festival (de "Waterloo" a "Euphoria", de "Puppet on a String" a "Dschinghis Khan"), com um fechamento em clima italiano: o público de Viena cantando "Nel blu dipinto di blu" de Domenico Modugno. É, em certa medida, um refrão comunitário que reescreve memórias coletivas.
O segundo número de intervalo traz o pioneiro do electro-swing austríaco Parov Stelar, que apresenta em estreia mundial ao vivo o novo tema "Black Lilies" — um exemplo de como o festival se posiciona como vitrine para o encontro entre tradição local e tendências globais.
Assistir ao Eurovision Song Contest 2026 nesta noite é acompanhar mais do que um concurso: é testemunhar o roteiro oculto das memórias culturais, o jeito como nações e performers projetam identidade, nostalgia e futuro em poucos minutos de canção. A final em Viena é, como todo bom filme, um espelho do nosso tempo — vibrante, contraditório e profundamente coreografado.