Pechino Express: Chanel Totti e Filippo Laurino vencem a final em Kyoto

Chanel Totti e Filippo Laurino vencem Pechino Express em Kyoto; Jo Squillo e Michelle Masullo ficam em segundo. Detalhes da final e das etapas.

Pechino Express: Chanel Totti e Filippo Laurino vencem a final em Kyoto

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Pechino Express: Chanel Totti e Filippo Laurino vencem a final em Kyoto

Por Chiara Lombardi — Em um desfecho que combinou tensão, estratégia e um toque de destino, Pechino Express consagrou como campeões a dupla conhecida como “I Raccomandati” Chanel Totti e Filippo Laurino. Eles superaram as favoritas da vigília, as “Le Dj” Jo Squillo e Michelle Masullo, enquanto a terceira posição ficou com I Veloci, a dupla formada por Fiona May e Patrick Stevens.

O capitão Costantino della Gherardesca guiou a corrida final do show Sky Original, produzido pela Banijay Italia, com apoio do enviado Guido Meda. A chegada, marcada pelo cenário ancestral do Tempio Ninna-Ji em Kyoto, foi celebrada por bailarinas locais que fundiram tradição e batidas eletrônicas em homenagem aos vencedores — um pequeno espetáculo que funcionou como espelho do nosso tempo, unindo o rito e o ritmo contemporâneo.

A temporada percorreu mais de 5.450 quilômetros, traçando um roteiro que foi da espiritualidade de Bali aos vulcões de Java, cruzando a vastidão da China e culminando no Japão. Três enviados auxiliaram o capitão: Lillo na Indonésia, Giulia Salemi na China e Guido Meda no Japão — narradores de um percurso que se comportou como um roteiro oculto da sociedade, onde cada prova revelou nuances de resistência, adaptação e sorte.

Na décima e última etapa, as três duplas partiram de Nara, com a emblemática pagoda de Tanzan-jinja ao fundo, e seguiram rumo a Sakai, ao sul de Osaka. Lá, enfrentaram verdadeiros lutadores de sumô — um desafio físico e simbólico, que exigiu presença e coragem. Com as mochilas às costas, o percurso levou-os a Osaka, onde Jo Squillo e Michelle Masullo conquistaram primeiro o tão cobiçado Libro Rosso, garantindo acesso direto à final.

Enquanto isso, I Raccomandati e I Veloci tiveram de disputar ainda um trajeto suplementar para definir a segunda vaga na final. A corrida os conduziu até a milenar Kyoto, e ao penúltimo Tappeto Rosso, Chanel e Filippo chegaram antes, assegurando o terceiro lugar a Fiona e Patrick.

Os últimos quilômetros até o Tappeto Rosso montado diante do Tempio Ninna-Ji foram decisivos: poucos passos, mas de cálculo absoluto. A vitória de Chanel e Filippo se consolidou graças a um passageiro providencial — um motorista pontual que os aproximou do triunfo — enquanto Jo e Michelle viram-se deixadas a alguns metros do objetivo. A proclamação final transformou-se numa celebração emocionante, um encontro entre tradição japonesa e energia eletrônica que emoldurou o momento da consagração.

Mais do que um reality de aventura, esta edição de Pechino Express funcionou como um cenário de transformação: cada prova, cada escolha e cada acaso reconstituíram, em pequena escala, as dinâmicas de visibilidade e mobilidade do nosso tempo. Chanel e Filippo não apenas venceram uma corrida; navegaram as contingências do percurso como quem reescreve um pequeno roteiro de possibilidades.