Romics 2026 celebra 25 anos: Pinocchio transmedia, Simone Legno e o legado de Lupin III
Romics 2026 na Fiera di Roma: exposições transmedia, homenagens a Koike, Simone Legno, Pinocchio e Romics d'Oro. Quatro dias de cultura pop.
RESUMO ✦
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Romics 2026 celebra 25 anos: Pinocchio transmedia, Simone Legno e o legado de Lupin III
Por Chiara Lombardi — De hoje até domingo, 4 de outubro, a Fiera di Roma vira palco do encontro entre gerações, estética e consumo cultural: acontece a 37ª edição do Romics, evento internacional dedicado ao fumetto, cinema, games, manga e animação. Um festival que, mais do que celebração, funciona como um espelho do nosso tempo — o roteiro oculto da sociedade pop em exibição.
Nesta edição, que marca também os 25 anos de uma trajetória transformadora, a área reservada às grandes exposições amplia-se, oferecendo tanto mostras pessoais quanto coletivas e aprofundamentos sobre artistas premiados. O público encontra desde edições raras até esboços, storyboards e figurinos de cena.
Principais mostras e tributos
Entre os caminhos expositivos, destaca-se T’Immagini Pinocchio: um percurso transmedial que cruza literatura, cinema e animação em homenagem ao bicentenário de Carlo Collodi. A mostra reúne edições raras, bozzetti, storyboards e os figurinos de cena assinados por Matteo Garrone e Enzo D'Alò — objetos que reconstroem a memória material de um mito que segue se reinventando.
Outra retrospectiva de peso é Paolo Barbieri - 30 anos de imaginação, uma ode aos mundos fantásticos, mitos e criaturas concebidas por um dos ilustradores italianos mais reverenciados. Para os fãs da animação japonesa, o especial Takeshi Koike e Lupin III traz artworks, bozzetti, merchandise oficial e pôsteres originais do Japão, celebrando a releitura enérgica do clássico Lupin the Third.
A poética inquietante de Stefano Bessoni ganha espaço em uma mostra que reúne ilustrações, materiais de trabalho, curtas e os famosos puppets em stop-motion, assinando um cruzamento entre ilustração, animação e cinema.
Romics d'Oro: honra às grandes vozes
O festival consagra ainda grandes nomes com os prestigiados Romics d'Oro. Entre os homenageados estão:
- Max Bunker — pilar do fumetto italiano e criador de Alan Ford, Kriminal e Satanik (Encontro: sexta, 2 de outubro).
- Paola Barbato — escritora e roteirista de Dylan Dog, referência entre quadrinho, thriller e narrativa (Encontro: domingo, 4 de outubro).
- Stefano Bessoni — diretor e mestre do stop-motion, homenageado por sua imaginação interdisciplinar (Encontro: domingo, 4 de outubro).
- Takeshi Koike — diretor e animador japonês, autor de obras como Redline e da reinterpretação de Lupin III (Encontro: sábado, 3 de outubro).
- Simone Legno — artista romano, cofundador da tokidoki e criador de ícones da cultura pop contemporânea, também autor de símbolos para eventos como o Giubileo 2025 e a Expo Osaka 2025 (Encontro: sábado, 3 de outubro).
Dois cartazes oficiais condensam o espírito desta 37ª edição: um tributo a Takeshi Koike e ao seu LUPIN THE IIIRD - La stirpe immortale, e um mosaico colorido assinado por Simone Legno, que mistura estética kawaii e referências da cultura pop contemporânea.
Ao acompanhar os quatro dias de festival com entrevistas e reportagens, o olhar crítico que proponho aqui não busca apenas listar atrações, mas entender por que esses ícones e narrativas continuam a ressoar. Romics é, no fim, um laboratório público: a semiótica do viral e o eco cultural que nos dizem quais memórias visuais e identitárias persistem e se transformam.
Seja você cosplayer, colecionador, fã de anime ou curioso do que move a cena criativa hoje, a Fiera di Roma promete, até domingo, um mapa sensorial e intelectual — o palco onde o passado editorial encontra o futuro transmedial.

