Toy Story 5 chega ao cinema: os brinquedos voltam e encaram a era dos tablets

Trailer de Toy Story 5 revela tablet Lilypad e reencontro dos brinquedos. Andrew Stanton dirige; estreia na Itália em junho de 2026.

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Toy Story 5 chega ao cinema: os brinquedos voltam e encaram a era dos tablets

Por Chiara Lombardi — A saga dos brinquedos entra em um novo capítulo: a Disney e a Pixar liberaram o trailer e o pôster oficiais de Toy Story 5, que promete colocar velhos conhecidos diante de uma mudança de época. Depois da decisão de Woody de abandonar a gangue para ajudar brinquedos perdidos no fim de Toy Story 4 (2019), a turma volta a se reunir, mas as regras do jogo parecem ter evoluído.

No trailer, vemos o reencontro de personagens como Woody, Buzz Lightyear, Jessie e outros, mas surge um novo elemento que reflete os tempos contemporâneos: Lilypad, um tablet inovador que chega com ideias próprias sobre o que é melhor para a criança do grupo, Bonnie. A premissa sugere um confronto entre a velha semiótica do brinquedo — baseada em presença, memória e laços afetivos — e a lógica das telas interativas que reescrevem papéis, prioridades e cuidados.

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Toy Story 5 é dirigido pelo vencedor do Oscar Andrew Stanton (conhecido por WALL•E, Procurando Nemo, Procurando Dory), co-dirigido por Kenna Harris (Olá Alberto) e produzido por Lindsey Collins. A trilha sonora original volta a ser assinada pelo também vencedor do Oscar Randy Newman, que retorna para compor seu quinto trabalho na franquia. A estreia nas salas italianas está prevista para junho de 2026.

O interesse maior da franquia sempre foi menos sobre aventuras espetaculares e mais sobre a evolução do vínculo entre brinquedo e dono: do Andy do primeiro filme até a pequena Bonnie que assume o carinho dos personagens em capítulos recentes. Em quatro filmes, a série mapeou temas como amizade, crescimento, perda e reconfiguração de identidade — um verdadeiro espelho do nosso tempo, onde cada geração redesenha o sentido do que é guardar, cuidar e existir como objeto afetivo.

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O enredo também promete mesclar rostos conhecidos e novidades, sinalizando que a solução exigirá empatia coletiva: brinquedos clássicos e dispositivos modernos precisarão encontrar uma forma de coexistir ou negociar um novo roteiro de convivência. Em termos culturais, é fascinante observar como uma franquia infantil transforma a obsolescência tecnológica em metáfora para abandono, pertencimento e reinvenção.

Vale lembrar o percurso da série: Toy Story - O Mundo dos Brinquedos (1995) apresentou Woody e o Buzz em conflito; Toy Story 2 (1999) explorou colecionismo e resgate; Toy Story 3 (2010) lidou com o abandono e a passagem do tempo quando Andy foi para a faculdade; e Toy Story 4 (2019) encontrou Woody numa nova missão ao lado de Bo Peep. Fora da linha principal, Lightyear (2022) recontou a origem do herói que inspirou a figura do astronauta.

Na dublagem italiana, o carinho por Woody foi marcado pela voz icônica de Fabrizio Frizzi, que emprestou ao personagem um tom afável e acolhedor nas primeiras produções até 2014 — um sinal de como a voz humana também participa do arquivo emocional dos brinquedos.

Se a franquia sempre foi um mapa sentimental da passagem das gerações, Toy Story 5 surge como uma pergunta explícita sobre o que significa brincar quando o próprio brinquedo convive com algoritmos e telas: será que o jogo continuará o mesmo? A resposta, ao que tudo indica, estará nas telas dos cinemas em junho de 2026, quando poderemos ver se a reconciliação entre tradição e inovação vira um novo tipo de laço.

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