Antonelli domina os treinos livres em Spa; Hamilton sai da pista e preocupa Mercedes antes das classificações
Antonelli lidera FP3 em Spa com 1'45"990; Hamilton sai da pista e preocupa Mercedes antes das qualificações.
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Antonelli domina os treinos livres em Spa; Hamilton sai da pista e preocupa Mercedes antes das classificações
Andrea Kimi Antonelli confirmou o melhor tempo também no terceiro e último treino livre do Grande Prêmio da Bélgica de 2026, em Spa, assinando a marca de 1'45"990. O piloto da Mercedes repetiu o desempenho das FP2 e manteve a liderança, num circuito que historicamente acentua tanto a perícia técnica quanto a coragem exigida dos competidores.
Atrás de Antonelli, fecharam a sessão a McLaren de Lando Norris (+0"139) e a Red Bull de Max Verstappen (+0"148). A outra Mercedes, guiada por George Russell, apareceu em quarto lugar, a 0"367, mostrando uma evolução em relação ao ritmo observado na sexta-feira.
Lewis Hamilton terminou em quinto, a 0"392 do líder, mas o treino teve um momento crítico nos instantes finais: o heptacampeão saiu da pista e danificou o carro, obrigando os mecânicos a uma corrida contra o relógio para deixar o carro pronto para as qualificações. Em pistas como Spa, onde o equilíbrio entre carro e piloto é testado em pontos de alta velocidade e mudanças de elevação, um incidente final pode alterar não apenas a configuração do carro para a classificação, mas também a abordagem mental da equipe para o resto do fim de semana.
A Ferrari de Charles Leclerc apareceu logo atrás, em sexto, a 0"760, seguida pela McLaren de Oscar Piastri. Esses números sublinham um campo bastante comprimido: diferenças de décimos que, em Spa, são capazes de redesenhar toda a estratégia de corrida, sobretudo quando as condições de pista e meteorologia exercem influência tão marcante.
Ao olhar além dos tempos por volta, vale lembrar que Spa não é apenas um traçado; é um repositório de memórias e identidades no automobilismo europeu. A performance de um jovem como Antonelli, dentro da estrutura histórica e financeira de uma fábrica como a Mercedes, tem implicações que vão além de um primeiro lugar em treinos livres: indica um investimento bem-sucedido na formação e uma leitura técnica adaptada ao presente da F1.
Por outro lado, o incidente de Hamilton reacende discussões sobre a gestão de recursos humanos e materiais dentro das equipes maiores — como a capacidade dos boxes de recuperar um carro danificado em poucas horas, e o impacto que isso tem sobre a preparação para o sábado e domingo.
Às 16h locais a disputa ficará mais incisiva: as qualificações de Spa prometem traduzir essas diferenças em posições de largada que, neste circuito, costumam ser decisivas para o resultado final. A expectativa é por uma sessão onde estratégia, nervos e ajuste fino dos carros serão testados ao limite.
Por Otávio Marchesini, repórter e analista de esportes da Espresso Italia. Observador das intersecções entre tradição e renovação no esporte, acompanho como cada volta se inscreve numa narrativa maior sobre identidade e poder nas pistas europeias.