Cannes 2026: as 'Signore do Cinema' dominam a Croisette — notas e looks da primeira noite

Cannes 2026: as 'Signore do cinema' dominam a Croisette na primeira noite; Jane Fonda, Demi Moore e Joan Collins brilham. Confira notas e análises.

Cannes 2026: as 'Signore do Cinema' dominam a Croisette — notas e looks da primeira noite

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Cannes 2026: as 'Signore do Cinema' dominam a Croisette — notas e looks da primeira noite

A 79ª edição do Festival de Cannes (12–23 de maio) começou sob os holofotes do red carpet e da cerimônia de abertura no Grand Théâtre Lumière, seguida da exibição de La Vénus électrique, de Pierre Salvadori. Mais do que etiquetas e ostentação, a primeira noite mostrou que a Croisette valoriza hoje a classe e a personalidade — e que as gerações mais experientes estão, novamente, ditando o tom.

No roteiro do evento, as escolhas de figurino funcionaram como um espelho do momento cultural: o red carpet deixou claro que o espetáculo do luxo cedeu espaço ao exercício de estilo. As grandes protagonistas foram as chamadas “Signore do cinema” — veteranas que transformaram cada ingresso na passarela em um frame de memória coletiva.

Jane Fonda — Nota 9

Jane Fonda apareceu como se dirigisse uma cena seminal: presença, simplicidade e um gesto calculado de audácia. A atriz reconstrói o papel que o vestuário deve ter no cinema contemporâneo — não apenas um traje, mas um prólogo de caráter.

Demi Moore — Nota 8,5

Demi Moore entregou uma silhueta forte e um olhar que reescreve expectativas. A combinação de elegância com um toque de risco trouxe de volta a aura das grandes divas que dominavam os roteiros das décadas passadas.

Joan Collins — Nota 9,5

Joan Collins provou, mais uma vez, que experiência e teatralidade são armas de impacto. Sua entrada foi um manifesto: a idade como capital cultural e não como limitação.

Poppy Delevingne — Nota 8 (Atitude)

Poppy Delevingne destacou-se pela atitude: um look que funciona como assinatura pessoal, com o tipo de audácia que a Croisette pede, sem se perder em exageros. É a semiótica do viral aplicada ao glamour.

Jenny Gordienko — Nota 4

Jenny Gordienko não convenceu. A proposta lembrava mais uma festa em Ibiza do que a cerimônia de abertura de Cannes: falta de coerência com o cenário, excesso de elementos e uma mensagem de estilo confusa — prova de que ousar não é sinônimo de acertar.

O que se desenha na primeira noite é um pequeno reframe da indústria: a ostentação das marcas perde lugar para escolhas que narram identidade. A Croisette, como um grande espelho, reflete não apenas o brilho do tecido, mas o roteiro oculto da sociedade que o veste — onde a história pessoal e a memória cultural valem mais do que o logo costurado.

Nos próximos dias, as atenções continuarão voltadas para os figurinos que vão antecipar personalidades e intenções: Cannes não é apenas festival de cinema; é um cenário de transformação estética e simbólica. E, nesta abertura, as veteranas lembraram ao mundo que falar de moda no tapete vermelho é, antes de tudo, falar de cinema.